Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/03/2019

Conforme defende o filósofo Paulo Freire, a escola é uma das etapas mais importantes na vida de um cidadão, pois faz parte da formação socioeducacional e psicológica. No entanto, a evasão escolar impede que algumas pessoas tenham acesso a esses benefícios. Nesse sentido, é essencial analisar as causas dessa problemática que afeta todo corpo social.

Inicialmente, a falta de acompanhamento e adaptação nas escolas é a principal responsável pelo escape escolar. Isso acontece porque, o Estado não investe muito na área educacional e a condição precária das instituições faz com que parte dos alunos abdique dos estudos. Hoje é comum, por exemplo, falta de professores, carteiras, lanches e profissionais que auxiliem os estudantes no processo de adaptação e ensino. Por consequência de tal negligência, algumas pessoas não têm o direito à educação, previsto na Constituição Federal de 1988, efetivado.

Além disso, toma-se as questões familiares e financeiras como também sendo responsáveis pelo escape escolar. Isso decorre do histórico brasileiro, marcado pela desigualdade social, em que os mais pobres, para conseguirem manter seus estudos, deveriam também trabalhar. Em decorrência desse impasse, muitas vezes, os alunos têm de trabalhar logo cedo e não conseguem conciliar isso à rotina escolar e, em pouco tempo, fazem parte dos 34%, que segundo o Ministério da Educação, desistem dos estudos.

Diante dos fatos supracitados, infere-se que é necessário atuar na resolução desse impasse. O Ministério da Educação deve investir na melhoria das escolas por meio da contratação de mais professores e psicológos, que ajudem os alunos a se adaptarem ao ambiente escolar e influenciar a manutenção dos estudos com palestras e apresentações artísticas sobre a importância dos estudos, também deve auxiliar os estudantes carentes, para transformar a educação, por meio de auxílios financeiros, a fim de diminuir os índices de evasão escolar.