Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/02/2019

Na Noruega,o alto investimento em tecnologia e educação comete a nação estar em 1º lugar dos países com menor índice de evasão escolar, cerca de 0,5%.Entretanto,no Brasil,o que se vê é uma situação antagônica,pois o índice de evasão escolar permeia 25% da população,assim põe o Brasil entre as três piores taxas de evasão escolar da América,de acordo com Pnud(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).Visto que,esse problema está presente no cenário atual,é cabível analisar as causas e consequências dessa questão na sociedade brasileira. Segundo pesquisas do INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e Pnud,a principal causa da evasão escolar no Brasil é a falta de interesse por parte dos alunos,que alegam ser ensinados de maneira “arcaica e ultrapassada”,com palestras,aula sem participação do aluno,exagerada escrita na lousa e falta de foco no conteúdo repassado,sem nenhum tipo de inovação e contribuição do universo digital nas salas de aula.Com a aprovação da PEC-241,que irá congelar os gastos com a educação,tende-se a agravar e aumentar o problema do abandono da escola e assim contribuir para o crescimento da marginalização dessas pessoas,pois não terão as mesmas oportunidades que aqueles que continuaram o estudo. Ademais,a necessidade de trabalho e renda é um aspecto importante no abandono escolar,dado que o aluno tem que ajudar a manter a sustentar a família e,por conseguinte,abrir mão de estudar para trabalhar.Segundo pesquisa da FGV(Fundação Getúlio Vargas),53% dos jovens estudam e trabalham simultaneamente,o que dificulta a a eficiência e aprendizagem do aluno,visto que,muitas vezes, fica cansado com a rotina diária e á longo prazo não consegue conciliar estudo e trabalho,acarretando na saída da escola.Nessa visão é perceptível,que desigualdades sociais é um empecilho para a solução do problema em questão. Portanto,medidas devem ser tomadas para erradicar ou atenuar essa problemática.É dever do governo investir em uma educação híbrida,com escolas e professores adaptados a usar o mundo digital como ferramenta positiva para fomentar o aluno a aprender e despertar o interesse e senso crítico dos cidadãos, e expor o conteúdo de forma mais didática para englobar os alunos a participarem das aulas.Outrossim,cabe ao Estado criar ações afirmativas,como bolsa e amparo para os alunos com dificuldades socioeconômicas,para fazer o estudante focar na sua aprendizagem e interromper a escolha entre escola e trabalho, concebendo uma alternativa para estudar e ao mesmo tempo oferecer uma ajuda financeira a família,com o bolsa estudante