Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/11/2018
Segundo o artigo 205 da Constituição brasileira, promulgada em 1988, a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da Família, dessa forma, tal direito deve ser garantido a todos. Entretanto, 30 anos após a criação desta constituição, o que é observado são altas taxas de evasão escolar em todo o Brasil. Tal evasão escolar se dá principalmente pela e a gravidez na adolescência e pela condição precária de vida de muitos jovens o que os levam a buscar um trabalho desde cedo.
Atualmente, a gravidez na adolescência é um dos principais motivos para a evasão escolar no Brasil. Muitas jovens que engravidam se veem obrigadas a deixar a escola, dado que na maior parte das vezes não recebem o apoio dos pais e não têm condições para manter os estudos após o nascimento da criança, visto que não têm com quem deixar seus filhos. Segundo um levantamento feito pelo MEC, OEI, e Flacso, que analisou os motivos de jovens entre 15 e 29 terem abandonado os estudos, 18% das meninas entrevistadas apontaram a gravidez como principal motivo.
Além disso, a precária condição de vida de muitos jovens os levam à deixar os estudos em busca de um trabalho, o que eleva as taxas de evasão escolar. Apesar de alguns jovens começarem a trabalhar por opção, a grande parte destes se veem com a necessidade de trabalhar para auxiliar a família, que muitas vezes não tem condições de se sustentar com apenas um salário. Segundo um pesquisa feita pelo Movimento Todos Pela Educação, mais de 39% dos estudantes do ensino médio afirmam que a situação financeira é o principal problema para concluírem os estudos, além disso, segundo a pesquisa realizada pelo MEC, OEI e Flacso, citada anteriormente, 36% dos meninos entrevistados e 20% das meninas entrevistadas afirmaram que abandonaram os estudos por necessidade de trabalho.
Portanto, tendo em vista os aspectos mencionados, é possível afirmar que a evasão escolar no Brasil é um problema social, que tem como causas principais, dentre outras, a gravidez na adolescência e as precárias condições de vida que levam jovens a abandonar a escola em busca de trabalho. Por isso, é fundamental que o Governo Federal em parceria com o MEC, crie um programa de auxilio à jovens que engravidam na adolescência, investindo em palestras ministradas em escolas para toda a comunidade, abordando a conscientização sobre a gravidez na adolescência e as vantagens de não abandonar os estudos. Além disso, para evitar que jovens abandonem a escola para trabalhar o Governo deve reforçar programas de incentivo à permanência de estudantes nas escolas, como o Programa Bolsa permanência. Afinal, a educação é fundamental, e como disse Paulo Freire, “A educação não transforma o mundo. A educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”