Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2018

A supressão da interação

A evasão escolar é uma triste realidade brasileira, que, infelizmente, tem crescido de maneira formidável. A cada dia são milhares de alunos que abandonam a escola. Segundo dados do governo federal, publicado pelo jornal “Globo”, cerca de 12,7% deles deixam o estudo ainda no primeiro e segundo ano do ensino médio.

Indubitavelmente, muitos casos de evasão escolar ocorrem devido à condição financeira dos familiares do aluno, em que estes devem ingressar no mercado de trabalho logo cedo para conseguirem ajudar no sustento doméstico. O mesmo acontece com estudantes de ensino superior, procuram uma “melhoria” de vida precocemente e cancelam suas matrículas por não terem tempo para dedicar ao curso.

Ademais, outro fator que influencia tal acontecimento, é a falta de investimentos em tecnologia nas instituições de ensino. Com a modernização, grande parte do corpo discente não se sente atraído por aulas monótonas e palestras cansativas, acompanhadas de uma bateria de exercícios que não permitem interação entre aluno e professor. E, além de ser mais atrativa, a tecnologia é capaz de medir com mais facilidade as dificuldades de cada estudante, desenvolvendo um plano de estudo adequado a cada tipo de deficiência, atraindo-os cada vez mais.

Diante aos fatos mencionados, é importante que haja uma reforma no modo de ensino das escolas. Primeiramente, o Ministério da Educação deve realizar investimentos em tecnologia, a fim de que os alunos sintam interesse em frequentar o ambiente educacional. Outrossim, o Conselho Tutelar que é um órgão responsável por garantir o direitos da criança e adolescente segundo seu estatuto, averiguar por qual motivo os mesmos estão se mostrando ausentes no estabelecimento escolar e tomar providências cabíveis em cada situação.