Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2018

A Constituição de 1988 garante o dever que todos os cidadãos brasileiros têm de frequentar a escola. Entretanto, tal lei não é cumprida na totalidade, uma vez que ainda existem crianças que não estão matriculadas nessa instituição. Esse panorama contribui na questão da evasão escolar, que é consequência da ausência desses indivíduos nesse âmbito. Desse modo, ratificar a norma vigente e conscientizar a família para que seus filhos frequentem o colégio é crucial.

Em primeiro plano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola, das quais 52% não concluíram o ensino fundamental. Os principais motivos são: a falta de interesse e a proibição dos pais. Nesse viés, as crianças são condicionadas a ficarem em casa, sendo privadas de almejarem melhores condições de vida para si, destinadas a trabalharem cedo e em condições precárias, na maioria dos casos. Dessa forma, garantir um emprego tornar-se-á bastante difícil e tais crianças estarão sujeitas a vulnerabilidade social. Com isso, transmitir os frutos da educação faz-se necessário, mas também, deve-se revelar que suas raízes são amargas, como postulou Aristóteles, e que para haver progresso é preciso ter trabalho para depois desfrutar da colheita.

Em segundo plano, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), faltas sem justificativas e evasão escolar transgredem os direitos desses menores. Isto é, os responsáveis, ao cometerem tal infração, devem ser punidos, pois estes estarão privando o direito mais valoroso que existe - a educação. Ademais, sob a perspectiva de Pitágoras “eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, ou seja, para que se fechem presídios e se construam colégios, disciplinar é o primeiro e mais solene passo.

Infere-se, portanto, a indispensabilidade de medidas para transpor as barreiras da mazela supracitada. Logo, o Estado, na figura de Mistério da Educação, em parceria com prefeituras locais, deve fiscalizar cada região, averiguando se o número de matriculados se assemelha com a quantidade de crianças e adolescentes na localidade, além de conferir se esses indivíduos, já inscritos, estão frequentando constantemente a escola. Outrossim, cabe as instituições de ensino certifica-se das justificativas de faltas desses menores e, caso eles não estejam indo ao colégio, comunicar ao órgão responsável. Além disso, a liderança familiar é imprescindível, no que tange ao direcionamento correto de seus filhos, a fim de que estes tenham seus direitos assegurados, um futuro promissor, sejam disciplinados e, posteriormente, pontifiquem suas gerações futuras. Assim, poder-se-á constata um Brasil virtuoso e promissor.