Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2018

Educação: independência ou morte

Em princípio, desde o Iluminismo, difundiu-se a importância da educação como um meio formador de direitos igualitários e autonomia social. À partir da formação escolar, a sociedade emancipa virtudes erradicando buracos sociais significativos vista nas condições indignas, de emprego, e do miserável mundo do crime. Contudo, nota-se persistente evasão escolar no Brasil, proveniente de um sistema educacional público precário, de assistência inclusiva e participativa.

A priori, a escola detém papel fundamental na socialização e alfabetização do indivíduo. Em congruência, é pela sua atribuída formação que o cidadão amplia perspectivas no acesso ao mundo. Lamentavelmente, no último ano, em recente pesquisa, o país retrata a saída de 1,3 milhões de alunos da escola, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Haja vista, a problemática indaga para os motivos centrais da impermanência do aluno na escola, na falta de motivação, pois, está no estudo, o reconhecimento da conquista de direitos sociais frente às oportunidades de trabalho e Inclusão social. Outrora, com a exigência do mundo globalizado, por trabalhadores capacitados e educados, vê-se que a evasão escolar abre a porta para vulnerabilidade social, sem formação básica, o indivíduo se expõe ao subemprego e marginalização às drogas.

Conquanto, em continuidade à isso, o sistema de educação respalda sua função orientadora e formadora de capacitados cidadãos, através da lei contida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o qual insere a responsabilidade de educar, não só da escola, mas, também, da família tutora pelo menor de idade, seja pelo incentivo ao estudo ou fomento à fraternidade. Ademais, para tal evasão, fica evidente, a omissão assistencial do estado, ao descumprir o estatuto, e ainda, a ausência familiar quanto ao suprimento tangível, para participação do filho na escola. Pois, aluno fora da escola, juntamente a falta de posicionamento da família, o aluno fica sem resguardo da lei à mercê da indignação social.

Portanto, mitigar evasão escolar no Brasil, urge por políticas públicas assistencialistas para educação. Tendo em vista, a maior participação do estado e da família na vida do aluno. Aqui, cabe ao Ministério da Educação, obrigatoriamente, prover a garantia de estudos básicos para todos os alunos até a maioridade, somado à assistência social, durante todo período escolar. Por objetivo, implantar a secretaria de assistência social em todas as escolas públicas, com agentes capacitados, e objetivados para cumprir o estatuto, suprir recursos e agregar a participação da família no plano de assistência. Deste modo cercar e prover condições assistenciais para assegurar o estudos para todos os brasileiros.