Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o Brasil passa por uma problemática no tocante à evasão escolar, a qual está relacionada não só à falta de um ensino adequado, mas, também, à questão estrutural, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Deve-se pontuar, de início, que um dos principais motivos da evasão escolar é a falta de interesse do aluno, promovido por um ensino inadequado. Quanto a essa questão, os assuntos administrados em sala, muitas vezes, são dados de forma passiva e sem estar relacionado à realidade do aluno. Desse modo, o estudante perde o interesse pelas aulas, pois não vê utilidade em aprender as matérias, ele está mais preocupado com outras questões, como, por exemplo, ajudar no sustento de sua família e o trabalho braçal. Como consequência disso, há um intenso abandono escolar, como mostram os dados do último Censo: a evasão alcança 11% do total de alunos no ensino médio.
Vale ressaltar, também, que a falta de uma boa estrutura é outro motivo para o escape dos alunos, A respeito disso, várias escolas não possuem as mínimas condições para a prática educacional: observa-se, principalmente, nas instituições públicas, a insalubridade das salas, as cadeiras quebradas, banheiros sujos e a falta de material didático. Tal situação é comprovada pelo levantamento realizado pelo Todos pela Educação, o qual mostra que apenas 4,5% das escolas têm estrutura completa prevista em lei. Dessa forma, o estudante fica à mercê das péssimas condições de estudo e acabam por abandonar os colégios.
Portanto, indubitavelmente, o abandono da educação por parte dos lecionandos precisa ser atenuado. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova um espaço escolar que dê ensino de qualidade. Isso será feito por intermédio da qualificação dos professores, instruindo-os a implantarem aulas mais participativas, dinâmicas e que estejam envolvidas com a realidade dos aulistas em questão. Ademais, o Governo Federal deverá garantir boas condições de estudo, por intermédio da disponibilização de verbas para a reforma dos colégios, tornando os espaços menos insalubres, com espaços para recreação e descanso, para, assim, tornar o lugar mais acolhedor e impedir a evasão.