Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/10/2018

Teoria funcionalista

Segundo o sociólogo Durkheim, a sociedade é um organismo que depende da atuação harmônica integrada de seus órgãos para atingir um bom funcionamento. No entanto, ao observar o Brasil, é possível encontrar graves problemas, como o alto índice de evasão escolar, produto de um trabalho desarticulado de seus órgãos sociais, o que denota a dura realidade sob a qual o corpo social está inserido. Nesses viés, cabe destacar os insuficientes investimentos na educação pública básica e a insatisfação dos professores como as “raízes” do lamentável quadro.

A priori, é necessário analisar que os investimentos superficiais no setor básico do ensino público é um fator contribuinte para existência da alarmante problemática. Isso ocorre, porque o ciclo inicial escolar é menos valorizado pelos governantes, embora assista a massa populacional, que o universitário, uma vez que aquele proporciona resultados a longo prazo, para o mercado de trabalho e o crescimento do PIB, quando comparado a esse. Consequentemente, inúmeros jovens sentem-se desestimulados a buscar maior nível escolar, favorecendo o processo de evasão atual. Exemplo disso, é que o Brasil é o oitavo país com alta taxa de analfabetismo, segundo a Unesco, ainda que esteja entre as dez maiores potências mundiais, o que revela uma contradição.

Ademais, não se pode esquecer como o desencanto do profissional da educação pela mesma permite a construção desse cenário caótico. De acordo com Paulo Freire, só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar. Com base nessa ideia, é possível afirmar que o grau de satisfação do corpo docente, quanto às condições de trabalho e remuneração, influencia o do estudantil, visto que tal grau poderá refletir no seu desempenho em sala de aula, mesmo que inconscientemente. Contudo, os índices evidenciam o descontentamento de ambos os grupos com as realidades as quais pertencem. Por conseguinte, os metres não conseguem inspirar os jovens a desenvolver fascínio pelo aprendizado, corroborando o êxodo escolar.

Portanto, fica claro que os investimentos precários destinados ao ensino público básico e a insatisfação dos professores são as origens dessa problemática. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação e o Governo Federal devem aplicar melhorias no sistema educacional básico, por meio da reparação de infraestruturas defasadas nas escolas e da criação de projetos que estimulem os indivíduos a estudar. Além disso, que os interesses dos docentes sejam averiguados e atendidos pelos Sindicatos, a fim de reduzir os desafios colaboradores para evasão e suas implicações. Assim, o corpo social será mais coeso no que tange à educação e a teoria funcionalista de Durkheim será comprovada.