Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/10/2018
Segundo o filósofo Italiano Norbert Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do Estado. No entanto, pode-se notar que no Brasil, os alunos que abandonam o ambiente escolar, compõem um grupo altamente desfavorecido no que se refere ascensão social. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de interesse por parte do aluno, bem como a necessidade de auxiliar a família financeiramente.
Deve-se pontuar, a princípio, que a premissa filosófica de São Tomás de Aquino, é que todos os cidadãos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Nessa lógica, é notável que a família não cumpre o seu papel enquanto agente conscientizador, uma vez que não proporciona ensinamentos da importância dos estudos, o que caracteriza uma falta de respeito a esse público. Que revela o despreparo dos familiares, de modo a causar entraves na ascensão social dos indivíduos e, por conseguinte, gera um crescimento na falta de interesse dos alunos.
Além disso, outra problemática enfrentada, acontece devido a falta de apoio por parte do Governo, que deveria ampara-los, mas por não acontecer gera uma letargia social. Essa gênese fica evidente sobre o pensamento do filósofo Jean Jacques Rousseau ao dizer que “O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado.” Assim, a necessidade do trabalho para auxiliar financeiramente a família, produz na sociedade concepções errôneas a respeito da importância dos estudos e aponta uma situação objeta sobre à inexistência de meios que auxiliem a família.
Logo, medidas se fazem necessárias sobre o problema da evasão escolar. Dessa maneira, é importante que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, proporcione meios de conscientização mediante a implementação de palestras e anúncios em TV e redes sociais. É imprescindível ainda, que o Governo disponibilize bolsas de auxilio familiar por meio da comprovação da necessidade do aluno, para que, a partir da escola seja possível o crescimento social do indivíduo, e assim, amenizar a problemática.