Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 22/10/2018
O filme “Nenhum a menos”, de Zhang Yimou, revela o esforço de uma professora para manter os alunos numa escola repleta de precariedades. No longa-metragem, escola e Estado estavam preocupados com a crescente evasão escolar e buscavam uma solução para esse problema. Com isso, fora da ficção, percebe-se o reflexo dessa história, o que condiciona o país ao atraso social.
Nesse contexto, um dos vetores reside na atuação estatal. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Estado tem o dever de garantir à criança e ao adolescente o direito a uma educação qualificada. No entanto, a prática desse direito social permanece na teoria, pois quando se contempla a realidade escolar, percebe-se a falta de infraestrutura e a existência de um método de ensino arcaico e mecanizado. O produto de tal assertiva é a expansão do desemprego devido à baixa qualificação educacional, o que colabora para a dilatação da desigualdade social.
Ademais, outro condutor dessa mazela recai sobre problemas sociais, como o bullying. Conforme a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da Banalidade do Mal, devido ao aumento da violência, associado com a ausência de punição, o mal tem tornado-se pueril. Dessa forma, a prática do bullying tem desestabilizado inúmeros estudantes, que para evitar a violência, deixam de ir à escola. Como substrato disso, nota-se indivíduos com baixa estima, o que dificulta suas relações pessoais e profissionais.
Depreende-se, portanto, que há necessidade de uma reeducação social premente. Para isso, o Estado deve aderir às novas políticas públicas, que venham pôr em prática os direitos sociais garantidos em leis, por meio de projetos que direcionem capitais específicos para o progresso na infraestrutura das escolas, a fim de que haja uma significativa melhora na qualidade locacional dos alunos. Por sua vez, a escola pode auxiliar na orientação dos discentes quanto ao ensino do respeito ao outro, por intermédio de didáticas especiais, para que o problema do bullying seja prevenido e o Brasil “caminhe” rumo ao desenvolvimento.