Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/10/2018
Segundo o código civil brasileiro, é dever do estado fomentar a educação para todas as crianças e adolescentes e, o mesmo, faz grandes esforços para cumprir esse papel. Contudo, a realidade brasileira, marcada pela desigualdade social, induz vários jovens a evadirem-se da escola. Comprometendo todo o seu futuro profissional e o do país.
Historicamente, a educação brasileira surge com forte caráter elitista; Com a vinda da família real portuguesa para o brasil, tem início a educação pública nacional porém, voltada exclusivamente para os filhos da corte. Somente com a constituição de 1988 essa tornou-se universal.
No entanto, a questão social continua a influir sobre o sucesso escolar de nossos jovens. Segundo estudo do instituto unibanco, aqueles que não conseguem concluir o ensino médio, pertencem, majoritariamente,às classes mais humildes do país. Isto é, a desigualdade social obriga muitos jovens a evadirem-se da escola, seja devido a distância, por não terem transporte ou, principalmente, para ingressarem no mercado de trabalho, a fim, de complementar a renda familiar e garantir a sobrevivência.
A evasão escolar, produz, primordialmente, a precarização do trabalho, ou seja, jovens de baixa nível de instrução, só conseguirão empregos de menor remuneração. E, assim, materão o ciclo da desigualdade social. Ressalta-se ainda que, a mesma, também contribui para a criminalidade, haja vista que, dados do ministério da justiça, comprovam que essa é mais recorrente entre jovens de pouca escolaridade. Tais fatos, expõem o quanto a evasão escolar é prejudicial aos jovens e à nação.
Diante o exposto, entende-se como fundamental reduzir a desigualdade social. Para tal, o Ministério do desenvolvimento social, deve atrelar políticas de transferência de renda,como bolsa família, à presença escolar e, dar um valor extra, para aqueles que manterem 100 porcento de presença. Ao mesmo tempo, o Ministério da Educação, deve criar o núcleo de avaliação de faltosos, nas escolas, o qual, deve avaliar junto à família os motivos da evasão.