Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/05/2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 - assegura a todas as pessoas o direito à educação. No entanto, as dificuldades no acesso, relacionadas ao precário sistema educacional público brasileiro e as dificuldades sociais e econômicas que alguns jovens enfrentam, impedem que algumas pessoas gozem desse direito na prática. Nesse sentido, evidencia-se que a evasão escolar é um problema no Brasil.

Segundo o filósofo Aristóteles em seu livro, “Ética à Nicômaco”, a política serve para garantir a virtude e a felicidade de todos os cidadãos. Entretanto, é possível afirmar que o conceito de Aristóteles encontra-se degenerado no Brasil, uma vez que o descaso do governo brasileiro com a educação é grande, visto que a falta de investimentos nessa área é notória. Nesse contexto, o aluno perde o interesse em estar dentro do âmbito escolar, pois a falta de material didático, infraestrutura, professores, a distância da residência até a escola, dentre outros motivos, desmotivam o aluno. Como resultado, os alunos consideram que a formação que recebem não se dá de forma significativa para eles e abandonam a instituição.

Outrossim, a evasão escolar também ocorre por motivos econômicos e sociais, principalmente dentro das famílias dos alunos, de tal forma que muitos passam por alguma condição ruim em seus lares e precisam ajudar no âmbito financeiro da família e, dessa forma, precisam começar a trabalhar ainda muito novos, mesmo que isso seja proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para menores de 14 anos de idade. Nesse contexto, o indivíduo não possui tempo para continuar estudando, pois, muitas vezes, não há carga horária nas escolas para que se estude e trabalhe ao mesmo tempo, precisando abandonar a instituição de ensino.

Infere-se, portanto, que para a resolução desse problema no Brasil, é necessário que haja o maior investimento do Ministério da Educação nos colégios com a criação de um projeto. Esse projeto deve ter o foco em investir em pontos específicos, como material didático, salas de aula, infraestrutura das escolas e livros para biblioteca, com o propósito de que o aluno possa sentir que a escola é um local hospitaleiro. Ademais, políticas sociais devem ser criadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social, por meio da criação de centros de assistências sociais dentro das instituições. Entrevistas devem ser feitas com os alunos nesses centros, por meio de pessoas especializadas, para pontuar quais são os alunos que precisam de auxílios, como transporte, comida e moradia, por exemplo. Assim, os alunos terão o suporte que precisam e não precisarão trocar a formação educacional pelo mercado de trabalho.