Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 23/10/2021
Na série “13 Reasosn Why”, Chloe é uma líder de torcida apaixonada por arte. Ela se diverte na dança e na performance e esquece os problemas que presenciou. Além da menina espirituosa, o jogador Jeff vê o esporte como uma forma de integração social, pois vê o time como sua família. Nessa perspectiva, essa abordagem deve ser vista como um processo de socialização. Portanto, a diversificação dos modelos de escola e comunidade, bem como a tolerância e o incentivo à participação, são ações que precisam ser realizadas para a formação de cidadãos e, muitas vezes, são deixadas de lado.
Em primeiro lugar, é necessário analisar a importância do âmbito das atividades esportivas para a vida escolar e social do indivíduo. Portanto, promova esportes como futebol, ginástica e dança, cultive o sentimento de pertença dos jovens à sociedade e promova seu desenvolvimento pessoal. Porém, a persistência dessas atividades no âmbito educacional e cotidiano é extremamente difícil, pois são práticas de elite, caras e de difícil obtenção para a maioria das pessoas. De acordo com o artigo 6º da Constituição, o lazer é um direito que precisa ser garantido pelo poder público, o que não acontecerá porque não há garantia. Portanto, a diversidade da prática esportiva brasileira tornou-se obsoleta, impossibilitando a formação social individual.
Na segunda análise, o processo de inclusão e participação dos mais diferentes tipos de indivíduos não ocorrerá, e a integração não ocorrerá como resultado. Nesse sentido, adultos, jovens e crianças em situação de risco, as chamadas “ruas”, não têm construção social devido à pobreza, marginalização e esquecimento causados por outras classes. Segundo Fernando Braga, professor doutor em psicologia da Universidade de São Paulo (USP), as instituições brasileiras estão no que ele chama de “invisibilidade social” porque nem o Estado nem a sociedade buscam se comportar a favor das classes populares. Portanto, a falta de modelos inclusivos, como o movimento de Jeff e Chloe, que aprovou outras questões periféricas, como o mundo das drogas, do roubo e do assassinato, são uma adversidade dos cidadãos.
Portanto, é necessário desenvolver medidas que visem a manutenção do esporte como prática do cidadão brasileiro. Portanto, o Ministério da Cidadania deve promover programas de capacitação e participação de crianças e jovens por meio da reforma de ginásios, construção de polos esportivos e desenvolvimento de programas inclusivos que possam ser utilizados por prefeitos e gestores para que todos os membros da comunidade possam se socializar. Além disso, o Ministério de Relações Públicas precisa monitorar as ações desses projetos e garantir sua eficácia para que jovens como Chloe e Jeff se tornem cada vez mais cidadãos.