Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 01/08/2020
A doença é um fator crucial para a geração de profusos eventos em uma civilização, a contar do período da idade média, considerando significativos surtos de histeria em massa exacerbada, vide a epidemia de dança de 1518, na França. Em tempos modernos, é notório o efeito sendo causado pelo surgimento de doenças desconhecidas, muitas vezes relacionados á desinformação ocasionada pela sociedade, além da incompetência do Estado em estabilizar o terror. Sob tal enfoque, estes fatores esnobam os princípios da ética e vida social.
A priori, deve-se compreender que a função essencial dos meios de comunicação extremamente usufruídos socialmente é trazer informação ao indivíduo, principalmente em momentos de crescimento de uma epidemia, todavia também é imprescindível observar que há fontes que não estão realizando tal função, propagando notícias falsas visando um maior espaço para o negacionismo científico sustentado por hipóteses conspiratórias, estando capazes de influenciar fortemente as pessoas entravando a saúde, os avanços e as conquistas da medicina, de modo que comprometa conceitos fundamentais como o caráter e a honestidade da imprensa.
Enquanto isso, o Estado devota-se a agir de forma que conteste os princípios de moralidade e eficiência previstos no artigo 37 da constituição federal de 1988 — explanando sobre administração pública acompanhada da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência — uma vez que há controle do surgimento de falsos levantamentos, mas com baixa eficácia, em razão das frágeis regulamentações sobre os meios de comunicação e também a manipulação ou ocultação de dados por parte do governo. Estas circunstâncias alimentam o nervosismo coletivo por intermédio de uma contínua manifestação de novas notícias ardilosas.
Ao observar a ocasião, é indispensável buscar formas que amenizem o pânico, caracterizando-se por uma maior solidificação das leis, realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Justiça, dando uma maior rigidez as atuais regras e criação de outras, seguido pela maior transparência pública das autoridades na divulgação de informações, contando com a população na decisão e fiscalização do que é efetuado por meio de estratégias de persuasão promovidas pelo Ministério da Educação que incentivem a participação da própria, forma que faça parte do processo e não deixe as ações sob apenas o domínio do Estado, cumprindo consequentemente a democracia.