Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
Na série americana “The Walking Dead " uma epidemia viral assolou a população matando a maioria dela. Fora das telas, a realidade está muito presente no mundo contemporâneo no qual devasta grande parte da população, acarretando também o desenvolvimento de histeria coletiva. Dessa forma, é importante debater dois pontos: potencialização da histeria por parte da mídias e medidas que favorecem a persistência dessa problemática.
Em primeira análise, segundo o pensador Michel Foucault, o “corpo dócil” é aquele que pode ser facilmente manipulado. Partindo desse pensamento, com as epidemias globais, os indivíduos ficam mais frágeis psicologicamente e mais propícios a manipulação dos meios de comunicações. Essas mídias, tem um papel fundamental na divulgação de informações para os habitantes, no qual usa essa fragilidade psicológica para aumentar sua audiência. Naturalmente, essa disseminação exagerada do medo gera um aumento considerável da histeria coletiva.
Em segunda análise, a idade média foi um período na história que havia um excesso de medo pela Europa. Tais receios eram postos pela Igreja, com o objetivo de guiar e manter a população para um caminho religioso. Paralelamente a isso acontece nos dias atuais, no qual acontece um excesso de medo por todo o planeta. Dessa forma, o pavor exagerado pode trazer inúmeros desafios durante uma epidemia, pois a histeria é uma doença psicológica, logo pode acarretar o aumento de superlotação nos hospitais junto com as pessoas contaminadas com a epidemia.
Em suma, diante do exposto, a necessidade de ações governamentais que garanta a tranquilidade da população com a instalação de leis e informações mais verídicas. Cabe também a mídia da informações mais concretas e sem sensacionalismo. Dessa forma, é importante que seja ensinados em escolas a real situações e caminhos para combater a epidemia e assim diminuir a histeria coletiva.