Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 13/09/2021

A obra cinematográfica infantil “Wall-E” retrata um futuro antiutópico em que os indivíduos esperam, no espaço, a descontaminação do planeta Terra, sendo rodeados de recursos tecnológicos que, com o tempo, tornam os cidadãos obesos devido ao sedentarismo e alto consumo de alimentos calóricos, sendo expostos a preconceitos relacionados ao sobrepeso. Paralelo à ficção, o advento da globalização alterou o sistema alimentar mundial e elevou seus índices de obesidade por conta do uso exagerado de comidas industrializadas. Além disso, a falta de informação sobre a problemática gera um preconceito enraizado para com essa parcela da sociedade.     A princípio, é relevante ressaltar que a globalização é um dos principais responsáveis pela rápida transição alimentar social, influenciando no consumo de alimentos calóricos. Nesse contexto, com o processo de industrialização, a população, diante do aumento das jornadas de trabalho, opta por uma alimentação rápida, fomentando o consumo de produtos processados, que, por sua vez, retém alto teor de sódio e açúcar. Tal problemática é agravada pelo sedentarismo, visto que segundo a endocrinologista Mila Cunha, além da má alimentação, a falta de atividades físicas também aumenta os índices de obesidade da população, podendo levar a uma série de outras complicações, como o diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.    Ademais, nota-se que a desinformação sobre a temática que envolve o sobrepeso e a saúde alimentar gera entre os indivíduos um preconceito e exclusão social com os obesos. Tal situação é abordada pela série “Insensible” que mostra a vida de Debby, uma adolescente rodeada de pessoas que praticam bullying e fazem críticas em relação ao seu sobrepeso. O quadro é agravado quando ela inicia o uso de medicamentos para emagrecer rapidamente. Nesse cenário, a intolerância com os obesos estimula o abuso de medicamentos, sendo factual a intervenção das escolas orientando os alunos em relação a saúde alimentar. Assim, casos de preconceitos enraizados e a automedicação, que podem colocar em risco a saúde física e mental da população obesa, serão erradicados.     Em suma, nota-se a importância de uma alimentação saudável e da inclusão da parcela obesa da sociedade. Logo, é imprescindível que o Ministério da Saúde, responsável pela recuperação da suade da população, realize propagandas, por meio das redes socias, influenciando novas políticas alimentares que visam uma alimentação balanceada. Tal proposta deve ser encaminhada a Câmara dos Deputados. Espera-se com essa iniciativa, que haja uma redução no consumo de alimentos calóricos e sem valor nutritivo, além do estímulo de atividades físicas, mantendo as situações como as retratadas no filme “Wall-E” presentes apenas na ficção.