Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 18/05/2020
O termo “No Pain, No Gain”, originário dos praticantes de halterofilismo, significa que sem dor não há ganho. Entretanto, pessoas obesas no Brasil acabam conhecendo apenas o significado da dor “Pain”. Desse modo, a questão do sobrepeso no Brasil decorre, dentre outros fatores, de uma alimentação inadequada associada à falta da prática de atividade física regular. Logo, tal ação resulta em preconceito e problemas de saúde.
Mormente, destaca-se que o consumo de alimentos industrializados, em conjunto com o sedentarismo, influencia o sobrepeso. Assim, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), em 2018, o índice de obesidade no Brasil alcançava 20% da população. Ademais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, em 2018, que 47% dos brasileiros não praticavam atividade física. Por fim, o Sistema Único de Saúde (SUS) informou, em 2017, que 60% dos jovens consomem alimentos ricos em gordura e açúcar regularmente. Por conseguinte, tais dados comprovam, infelizmente, que a população é negligente nos cuidados com a própria saúde.
Como resultado dessa indiferença com o bem-estar, surgem problemas físicos e psicológicos. Sendo assim, o MS alertou que, em 2018, houve um aumento de 40% no volume de pessoas diagnosticadas com diabetes devido ao sobrepeso. Além disso, de 19% a 42% dos adultos obesos sofrem com a discriminação, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Consequentemente, essa parcela da sociedade, lamentavelmente, possui maior chance de desenvolver certas doenças (hipertensão, diabetes) e é acometida de gordofobia perante a sociedade.
Infere-se, portanto, que é papel do Estado impedir o aumento desses índices. Nesse sentido, o Governo Federal, com apoio do MS, deve incentivar a população, por meio de uma campanha, a buscar um estilo de vida saudável. Outrossim, essa campanha deve incluir a formulação de planos de atividades físicas e nutricionais, elaborados por educadores físicos e nutricionistas, visando reeducar a população brasileira. Com isso, espera-se minimizar essas dores “Pain” e alcançar mais os ganhos “Gain”.