Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/05/2020

Na sociedade brasileira, tem sido cada vez maior o número de quadros de obesidade e sobrepeso, fato esse que atua substancialmente na qualidade de vida e bem-estar de muitos brasileiros uma vez que prejudica a saúde e afeta na longevidade dos mesmos. Essa realidade preocupante encontra relação no insuficiente comprometimento governamental e social na busca de alternativas para o enfrentamento da obesidade no país, evitando assim um aumento no número de quadros.

Efetivamente, o Estado brasileiro vem se mostrando ineficiente no que tange à busca de mitigar o largo número de indivíduos que se enquadram com tal epidemia nacional, situação essa que pode ser atestada pelo Ministério da Saúde, segundo o qual, a obesidade é uma realidade para 18,9% dos brasileiros, enquanto o sobrepeso atinge mais da metade da população. Como guisa de exemplificação dos desdobramentos os quais comprometem a qualidade de vida de muitos indivíduos, destacam-se doenças respiratórias e cardíacas causadas pelo sobrepeso e a pressão alta, além de serem vítimas, muitas vezes, de preconceitos como a gordofobia. Tal cenário requer uma atuação mais contundente do poder público  no que se trata em compartilhar orientações para organizar ações de prevenção e tratamento da obesidade no país, a qual é vista, pelo Ministério da Saúde e outros órgãos, como uma doença a ser enfrentada.

Ademais, devido à ineficiência de informes educativos acerca do tema, nota-se uma fragilidade cultural na busca de informações e conhecimento sobre medidas a serem tomadas com o intuito de evitar um aumento considerável no número de quadros de obesidade, como a prática de atividades físicas e promoção de uma alimentação adequada e saudável. Outrossim, percebe-se a negligência de debates acerca da questão e o combate por parte dos núcleos familiares e instituição de ensino.

Portanto, com o escopo de amenizar o número de quadros de obesidade no país, e evitar que, por ser um problema de saúde pública, seja um empecilho para o enfrentamento destes, cabe que o governo otimize a disponibilização do acesso de informações às possibilidades preventivas por meio de campanhas de conscientização social veiculada pela imprensa. Paralelamente, é dever das instituições de ensino, principalmente escolas, conclamando o apoio das famílias, a promoção de uma sólida cultura por meio de palestras e diálogos recorrentes com profissionais especializados, como nutricionistas e psicólogos, visando a busca de informações e a mentalização sobre medidas saudáveis que devem ser tomadas para evitar a proliferação dos quadros até então registrados, e a redução do impacto que os preconceitos sofridos por essas pessoas podem causar à saúde psicológica.