Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas-ONU-, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo cidadão o direito à saúde e ao bem estar social. Entretanto, no Brasil, tal garantia tem sido negligenciada haja vista o crescente número de obesos na sociedade, fator esse que pode decorrer da má alimentação e ocasionar o aumento do preconceito contra esses indivíduos. Logo, urge que órgãos públicos promovam mudanças.

Mormente, é necessário destacar o consumo desenfreado dos alimentos produzidos por redes rápidas alimentícias. O personagem Patrick estrela da animação “Bob Esponja” representa a alienação da cultura de massa representada por uma sociedade acomodada e obesa, resultado do modelo de alimentação “Fast-food”. Paralelamente, os seres hodiernos são sedentários o que ocasiona no consumo de alimentos práticos, que trazem males à saúde, como aumento dos índices glicêmicos e de triglicérides, que podem resultar em diabetes e pressão alta. Desse modo, o indivíduo tem a saúde prejudicada e, consequentemente, a vida comprometida.

Além disso, é válido ressaltar que o sobrepeso em jovens e adultos fomenta o preconceito e pode desenvolver distúrbios psicossomáticos. A cantora Demi Lovato em entrevista à revista “Pure break” relatou que em sua infância e adolescência sofreu bullying dos colegas de classe devido ao seu peso, tal fator desenvolveu na cantora distúrbios como anorexia e bulimia, além da depressão e automutilação. Tangente a esse fato, a realidade de Demi é semelhante a de muitos jovens brasileiros, visto que colegas de escola ou trabalho dão apelidos pejorativos aos seres acima do peso o que causa desconforto e traumatiza a pessoa, que pensa diversas vezes nos apelidos dados e desenvolve problemas psicológicos. Destarte, em casos mais graves, a depressão do individuo obeso, caso não seja tratada pode resultar no suicídio.

Portanto, é mister que o atual cenário brasileiro seja modificado. Para tanto, urge que o Ministério da Saúde, em sinergia com o Poder midiático, por meio de propagandas televisivas e em redes sociais, conscientize à população sobre os perigos da má alimentação e promova nas redes de fast-foods cardápios mais saudáveis, ao contratar nutricionistas para esse trabalho com o fito de amenizar o consumo desordenado de condimentados. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação disponibilize psicólogos nas escolas e, por meio de verbas do Governo, contrate psicopedagogas para fiscalizar as relações dos alunos a fim de, os profissionais da saúde tratarem crianças com problemas psicológicos e as psicopedagogas amenizarem a situação do bullying entre crianças e adolescentes. Dessa forma, a problemática poderá ser amenizada.