Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 05/05/2020

A sociedade atual é marcada por um constante sedentarismo. “Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação” frase de Bela Gil, nutricionista e influenciadora, que usa as mídias sociais para promover conhecimento e conscientização dos impactos positivos de uma refeição nutritiva. Em um mundo no qual refeições rápidas e calóricas são a preferência das pessoas por falta de tempo devido ao grande número de atividades no dia a dia é difícil acreditar nessa afirmação. Nesse sentido, o modo de vida urbana e industrial fez mudarem os hábitos alimentares e comportamentais dos brasileiros, aumentando o índice de pessoas à cima do peso, com doenças cardiovasculares e casos de gordofobia. É importante discutir sobre os impactos da obesidade na sociedade brasileira.

A princípio vale-se ressaltar o aumento do número de obesos no Brasil, mais da metade da população têm excesso de peso, um acréscimo de 30,8% comparado ao ano de 2006 segundo o Ministério da Saúde, um dos principais fatores desse aumento de peso da população são os maus hábitos alimentares, com pouco para comer as pessoas deixaram de fazer refeições saudáveis e começaram a optar por comidas rápidas e mais calóricas. Um dos grandes problemas da obesidade são as doenças que ela está relacionada, como diabete, hipertensão, colesterol alto, câncer, entre outras, além de ter um alto risco de morte, visto que das seis doenças que mais matam no Brasil, quatro estão diretamente ligadas ao sobrepeso.

Posteriormente, outro ponto que têm aumentado no Brasil são os casos de gordofobia, uma pesquisa realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública Estatística) em 2017, mostrou que a gordofobia está presente na vida de 92% dos entrevistados, 10% destes admitiu já ter praticado esse tipo de ato. Além de afetar a autoestima da vítima, a gordofobia pode ter impactos na vida emocional e profissional da pessoa, segundo a pesquisa de 2017 da Universidade Cornell em Nova York aponta que as mulheres sofrem mais com esse tipo de preconceito, em geral, elas têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior e mais chances de desenvolver a depressão por não conseguirem alcançar o corpo perfeito que é imposto pela mídia.

Portanto, é preciso, métodos de inclusão das pessoas obesas a sociedade, o Ministério da saúde deve investir em programas como Saúde na Escola que promovam a boa alimentação das crianças evitando a obesidade infantil, além de possibilitar mais atividade física dentro do Sistema Único de saúde (SUS) evitando o sedentarismo, deve haver também debates sobre bullying e cyberbullying tanto nas escolas quanto em lugares públicos para evitar casos de gordofobia, optando por punições mais severas contra quem prática esse ato de preconceito.