Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O filme “Duplin” retrata a vida de uma mulher que sonha em ser miss de um concurso de beleza porém é considerada desqualificada por estar acima do peso. Fora da ficção, casos como esse de preconceito com a obesidade é algo vigente no Brasil. Tal fato ocorre devido à um pensamento de maioridade dos que não constituem esse grupo, de modo não generalizado, junto com falta de medidas governamentais. Destarte, essa problemática revela inúmeras facetas que exigem atenção principalmente do Poder Público ao seu panorama sociocultural altamente negligenciado.
Primeiramente, os núcleos educacionais não debatem de maneira satisfatória o tema. Para Albert Einstein, “É mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito enraizado”. Dessa forma, é perceptível que ações como essas de discriminação são presentes na sociedade brasileira, por meio de conversas que são revestidas com humor mas que trazem esse preconceito na piada, se torna algo preocupante que próximas gerações venham a trazer esse comportamento com o corpo que não classificam como o “ideal”. Como consequência, o aumento de doenças como depressão, e a exclusão social pela insatisfação com o próprio corpo.
Ademais, o Estado não toma medidas que controlem a situação. Nesse ínterim, para Hegel, " O Estado deve proteger seus filhos". No entanto, é notável que o governo não se mostra interessado em garantir essa proteção, já que nem todos os cidadãos têm acesso a acompanhamentos nutricionais para adquirir uma qualidade de vida mais saudável, fazendo com que o Poder Público não cumpra com o seu dever que é promover o bem estar coletivo. Por conseguinte, o aumento no número de pessoas diabéticas e com problemas cardiovasculares.
Portanto, é substancial uma tomada de medidas. De forma que as Instituições como escola e família, que são responsáveis pela formação do caráter do indivíduo, devem combater casos de gordofobia nos ambientes educacionais por meio de debates e palestras a fim de criar uma mentalidade que reconheça os diversos tipos de corpos e que os respeite. Juntamente, o governo, responsável por garantir a igualdade à todos, faça uma redefinição orçamentária, mediante a campanhas com nutricionistas que mostrem a importância da aquisição de hábitos saudáveis com objetivo de combater a obesidade. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para a completude da democracia no âmbito social.