Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 27/04/2020
Lançado em 2012, o documentário “Muito além do peso”, retrata a realidade de famílias e crianças que enfrentam a obesidade devido uma alimentação irregular. Nesse interim, o que se observa no Brasil é um crescente e assustador aumento do índice dessa mazela, que atinge as mais diversas faixas etárias. Sob esse aspecto, a má alimentação que é motivada, muitas vezes, influenciada da propaganda e seus atributos, tem sido adotada como um estilo de vida por grande parte dos brasileiros, no qual traz consigo sérias consequências à saúde. Dessa forma, é fundamental engendrar formas que visam a resolução dos problemas advindos do excesso de gordura corporal, que atinge a biopsicossociabilidade do indivíduo.
Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está acima do peso. Tal dado confirma o influência da indústria cultural sobre os alimentos ultra processados que instiga e seduz o psicológico do consumidor com comerciais chamativos e bem arquitetados, vendendo a ideia de praticidade e felicidade imediata ao ingeri-los, para que o consumo seja efetivado em larga escala. Desse modo, o brasileiro se torna uma verdadeira vítima da publicidade abusiva das grandes empresas alimentícias e o cuidado com o futuro da saúde dar lugar ao que é mais fácil e pouco nutritivo.
Conforme a terceira lei de newton, toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade. Sob essa premissa, a nutrição irregular excessiva pode favorecer o surgimento de distúrbios psicológicos como a bulimia e a baixa auto-estima, que dificultam o processo de inserção e aceitação social do sujeito. Além disso, o sobrepeso abre caminhos para problemas cardiovasculares -entupimento das artérias com gordura- , diabetes tipo 2 e entre outras consequências fisiológicas, que podem trazer resultados trágicos. Desse jeito, é perceptível a urgência na adoção de medidas que ajudem na amenização dos impasses que inviabilizam a qualidade de vida do cidadão brasileiro.
Fica evidente, portanto, que a busca por uma refeição adequada deve ser uma constante e não uma variável. É imperioso, nesse sentido, o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia, desenvolver campanhas de conscientização através das redes sociais, que contenham dicas e guias alimentares para a população brasileira, bem como mostrar as consequências fisiológicas e psíquicas que a ingestão de alimentos pouco nutritivos traz à saúde, com o fito de promover uma reeducação alimentar e a valorização da comida saudável. Quem sabe assim, o panorama mostrado pelo documentário, não fará parte da vida de muitos brasileiros.