Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/10/2019
A tecnologia revolucionou a vida em sociedade, possibilitando maior acesso a informação. Nesse sentido, na esfera da saúde, a população prefere adotar práticas mais confortáveis e menos saudáveis, pois hábitos simples como ir ao supermercado e pagar contas podem ser resolvidos pela internet.
É importante ressaltar que devido ao avanço do capitalismo após a Segunda Guerra Mundial houve aumento do consumo de alimentos industrializados por conta da maior jornada de trabalho. Logo, sobra menos tempo para se dedicar a saúde. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, tempos líquidos, hedonismo e imediatismo predominam sobre preocupação com o futuro.
Dentre os efeitos, o principal é o aumento do número de obesos. Segundo o Ministério da Saúde (MS), houve aumento de 67,8% de 2006 para 2018. Sabe-se que é um problema multifatorial, ligado a fatores genéticos, sociais e vida sedentária. O mais preocupante são os frutos, pois além de desenvolver problemas psicológicos, abre caminho para aumento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.
Por conseguinte, há a gordofobia, comportamento de pessoas que julgam alguém inferior por ser gordo. Em uma sociedade pouco adaptada e que institucionaliza o preconceito a esses corpos, o cotidiano traz desafios desgastantes como comprar roupa, por exemplo. Assim, percebe-se que a rejeição não é apenas no meio social, mas também propagada pelo próprio mercado. No entanto, não há punição especifica para quem pratica, somente proteção por danos morais a vitima.
Portanto, nota-se a existência de hábitos pouco saudáveis e a necessidade de tratar o problema para diminuir as sequelas. Para conscientização da população é preciso que a MS, em parceria com escolas, realize palestras e crie campanhas sobre reeducação alimentar, a fim de tratar desde a base. Além disso, a família tem o papel de ensinar hábitos saudáveis por meio de conversas. Ademais, cabe à sociedade combater o preconceito, no meio social, trabalho, mas principalmente entre crianças e adolescente, orientando os indivíduos a procurar ajuda ao sofrer assédio, identificar o comportamento gordofóbico e não reproduzi-lo. Desse modo, a população conseguirá minimizar os casos de obesidade, construindo uma sociedade saudável.