Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Conceituada como distúrbio caracterizado pelo excesso de gordura corporal, a obesidade utiliza como referência o índice de massa corporal (IMC). Diretamente ligada à modernização, ou seja, à mudança de hábitos da população, colocou o país em alerta ao atingir 18.9% dos brasileiros, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Ademais, quando o assunto é obesidade, nos deparamos com um linha tênue que coloca em questão saúde e preconceito.
Em meio a vida agitada dos centros urbanos, o estresse pode ser apontado como um dos causadores de sobrepeso. Segundo especialistas do The Institute for Functional Medicine (IFM), isso ocorre porque a tensão desencadeia uma série de reações hormonais no organismo que propiciam a alimentação por compulsão. Ou seja, comer cada vez mais além da necessidade biológica do ser humano.
Contraditoriamente, enquanto crescem os índices de pessoas acima do peso, também cresce a gordofobia. Que é a aversão à gordura e pessoas gordas, muitas vezes disfarçada de preocupação com a saúde. Acontece que estudos recentes realizados pela Universidade de Los Angeles (UCLA), constataram que apenas o IMC não é capaz de identificar se o indivíduo está ou não saudável. Dessa forma, a falta de inclusão de tal informação em politicas públicas de saúde pode ser considerada apologia ao preconceito.
Sendo assim, para minimizar os efeitos causados pelo estresse, uma alternativa seria que os Ministérios da Saúde e do Trabalho, determinassem como dever de todo contratante proporcionar atividades físicas ao contratado, uma vez que tal prática estimula a produção de hormônios como a serotonina, que traz sensação de bem estar e auxilia na melhora da autoestima. A fim de lidar com a gordofobia, se mostra imprescindível ações do poder judiciário para uma mudança na legislação brasileira, adicionando leis específicas para repreender atos gordofóbicos. Como por exemplo, garantir uma viagem confortável e segura em meios de transporte. Portanto, mesmo que ainda seja extremamente difícil definir em qual ponto a preocupação se torna discriminação. O que se pode fazer é elaborar medidas a serem tomadas, para que seja possível colhermos resultados positivos a longo prazo.