Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 08/10/2019
O fim do Pleistoceno trouxe consigo mais do que avanços técnicos, trouxe também um novo vilão, o sedentarismo. Este soma-se a fatores genéticos e sociais na causa de distúrbios metabólicos do peso, o que acarreta toda uma gama de problemas de saúde. Se, historicamente, a fome sempre assombrou território nacional, o sobrepeso hoje surge como um poderoso rival no elenco das questões atuais. Compete, então, ao poder público e à sociedade civil brasileira confrontar esse desfavorável cenário.
Em primeira análise, faz-se necessário observar como o ritmo acelerado da vida contemporânea, atrelado ao consumo de alimentos pouco saudáveis, leva a hábitos alimentares insalubres. Salienta-se, também, fatores genéticos e a falta da prática de atividade física como coatores no contexto que faz da obesidade uma realidade cotidiana. Fato evidenciado em uma pesquisa da Agência Nacional, que apontou que, no ano de 2018, a obesidade atingia quase 20% da população brasileira.
Adicionalmente, observa-se que desordens do peso causam problemas psicológicos, advindos do preconceito sofrido por esses indivíduos e da dificuldade de autoaceitação. Além disso, infere-se que, a longo prazo, a incidência da obesidade sobrecarrega o sistema de saúde. De fato, é sabido da medicina que a obesidade favorece o desenvolvimento de enfermidades crônicas, como a hipertensão arterial e doenças do coração, o que aumenta a demanda por mais leitos nos hospitais.
A fim de confrontar os perigos da obesidade, insta-se, assim, que o Ministério da Saúde faça parcerias com universidades, com a implantação, nas escolas e nos postos de saúde, de programas de combate à obesidade. A estes sendo atribuído a função de acompanhamento - por alunos de medicina, psicologia e educação física. Em tais programas, deve-se tratar da importância de uma alimentação saudável e da prática de exercícios físicos, além promover campanhas contra o preconceito. Poder-se-á, assim, somar aos esforços no combate desse problema histórico e cada vez mais predominante no Brasil e no mundo.