Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/10/2019
O documentário americano ‘‘FED UP’’ aborda a questão do consumo exagerado de açúcar e junkfood - alimentos com alto teor calórico - e a consequente epidemia da obesidade mundial. No documentário, a sucessão de acontecimentos deixa de culpabilizar somente a gula e o sedentarismo pelos alto índices de obesidade e aponta fatores externos que motivam o sobrepeso. Nesse sentido, é importante analisar a relevância em se atentar para a má influência midiática, bem como, a negligência do poder legislativo como mentores do problema da obesidade e sobrepeso no Brasil, a fim de promover medidas eficazes que melhorem o bem estar social.
Primeiramente, cabe considerar que a publicidade pode influenciar de forma negativa os hábitos alimentares das pessoas. Isso se dá na medida em que a mídia transmite propagandas excessivas de alimentos aparentemente saudáveis e saborosos, porém, não alertam de forma explícita a população do teor de açúcar, sódio e gordura presente nesses alimentos, agindo de forma oposta ao pensamento do sociólogo Pierre Bordieu : ’’ Aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação’’.
Outrossim, a omissão do poder Legislativo corrobora para ampliar o problema. De modo geral, a insuficiência de leis que fiscalizem o que é transmitido para as pessoas é refletida em uma sociedade doente, com o aumento de doenças crônicas - gastrite, hipertensão, anemia - altos gastos nos cofres públicos e maximização do índice de mortalidade. De acordo com pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, o excesso de gordura corporal atinge quase 20% da população brasileira, sendo que o aumento de gordura entre jovens foi de 110% em dez anos, o que deixa claro que a obesidade já é uma realidade dos brasileiros e são necessárias políticas públicas para solucionar essa adversidade.
Portanto, é mister que sejam tomadas providências para amenizar o quadro atual. Para promover uma boa qualidade de vida a população, urge que o Governo Federal em parceria com os governos estaduais crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação que expliquem os prejuízos causados pela má alimentação, que vão desde a indisposição, surgimento de doenças crônicas e óbito. Somado a isso, é dever do poder Legislativo formular leis eficazes que fiscalizem e proíba as propagandas que sejam consideradas ofensivas a saúde alimentar do meio. Somente assim, será possível diminuir os índices de obesidade e sobrepeso, aumentar a expectativa de vida e propiciar o bem estar social.