Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 07/10/2019
O documentário Muito além do Peso, dirigido por Estela Renner, relata um contexto de amplo debate sobre a qualidade da alimentação dos jovens e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a eles. Exatamente por conta disso, as crianças começam a apresentar doenças que antes eram comuns aos adultos, e juntamente acabam sendo expostas a estigmas de peso e podem ser vulneráveis a efeitos psicológicos e sociais. Com isso, precisa-se propor uma vida mais saudável as crianças de agora, para que não tenham esses hábitos para sempre.
Por certo, as indústrias de alimentos e bebidas abusam de propagandas voltadas para o público infantil para vender produtos que não fazem bem para a boa disposição física e mental. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade cresceu 60% em dez anos. De 11,8% em 2006, saltou para 18,9% em 2016. Com isso, o público infanto-juvenil tende a desenvolver mais cedo doenças como hipertensão, problemas cardiorrespiratórios e diabetes. Ressaltando que, apesar do fato de uma maior frequência em “fast food” contribuir para o aumento da obesidade, não é o fator principal. O sedentarismo e um menor consumo de alimentos ricos em nutrientes são os principais promotores dessa doença.
Ainda mais, uma criança obesa sofre com autoestima baixa e pode enfrentar episódios de bullying na escola. De fato, a depressão acaba se desenvolvendo, seja em forma de ansiedade crônica ou em problemas de socialização. Logo, parafraseando o filósofo indiano Jiddu Krishnamurti, que diz que não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente. A criança precisa ter hábitos mais saudáveis, e não simplesmente ser magra. Pois, diante dos padrões impostos pela sociedade, a pressão social pela qual a criança passa pode afetar seu desempenho escolar e suas relações familiares. Ela se isola e, dependendo da gravidade do cenário, medicamentos mais pesados precisam ser inseridos no tratamento.
Assim sendo, para que não se tenham esses hábitos futuramente, cabe ao Ministério da Saúde, por meio das instituições educacionais, que proporcionem palestras direcionadas ao pais, propondo uma reflexão sobre questões como ética e responsabilidade de cada ator social na proteção de crianças frente ás relações de consumo, e também, possam incentiva-los a fazer com que seus filhos tenham uma vida mais ativa em relação à atividades físicas. Com o propósito de que, a longo prazo, tenham uma rotina mais saudável.