Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 19/09/2019
Desde que aconteceu a Terceira Revolução Industrial, evento que ocasionou o avanço da tecnologia de maneira descomunal, o homem viu-se cercado de novas comodidades, como “delivery’s” e “fast-foods”. Todavia, por mais benéficos que tais comodidades sejam, dado que facilitam a vida do homem, elas impulsionam, também, os inúmeros casos de obesidade e, consequentemente, a gordofobia. Pode-se constatar, com isso, que dificuldades como a facilidade para pedir comidas e a intolerância são fatores que agravam a problemática, o que precisa mudar.
Em primeira análise, é fundamental notar que, devido à vida agitada das pessoas, muitos não têm tempo de sair em busca de alimentos mais saudáveis e, por isso, acabam recorrendo a meios em que, ou o alimento chega com mais agilidade ou o indivíduo o encontra com mais rapidez, como os serviços de entrega. Tais serviços, em sua maioria, oferecem alimentos repletos de gorduras e açúcares, elementos que, caso não bem administrados e atrelados à falta de exercícios, levam à obesidade. Tal fato pode ser atestado pelo Ministério da Saúde, já que ele confirma que os índices de obesidade aumentaram 60% nos últimos dez anos, o que é preocupante.
Em segunda análise, é importante perceber que inúmeras pessoas sofrem com a gordofobia diariamente, enfrentando desde piadinhas maldosas, até problemas para andar de ônibus, uma vez que as catracas têm um espaço limitado e não permitem que pessoas obesas passem, sendo assim, necessário que essas pessoas entrem no ônibus pelas portas de saída. Isso faz com que esses indivíduos sintam-se desconfortáveis com o próprio corpo e, assim, faz com que apelem a medicamentos que inibem o apetite. Dessa maneira, estas pessoas podem passar a terem problemas sérios, como anorexia e bulimia, o que é alarmante e demonstra a necessidade de mudanças que o Brasil apresenta.
Portanto, ações são necessárias para solucionar o avanço da obesidade e da intolerância no Brasil. Em face disso, é crucial que o Estado, visando a conscientização de todos, disponibilize verbas para investir em palestras educacionais, as quais deverão ocorrer nas escolas e nas universidades, para agentes de saúde falarem sobre a importância de cuidados com a alimentação e, também, sobre a necessidade da prática de exercícios físicos. Promovendo, assim, uma população mais saudável. Ademais, é essencial que o Ministério da Saúde ofereça uma maior quantidade de psicólogos nas escolas, a fim de debater os casos de intolerância, que falem sobre as consequências do problema, como suicídio, e, ainda, falem sobre primordialidade de haver respeito entre todos. Dessa forma, haverá a promoção de respeito e da empatia.