Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 19/09/2019
O recente e gigantesco avanço da tecnologia proporcionou conforto, diversão e comodidade ao ser humano. Isso tudo foi possível através de carros, televisões, celulares, vídeo games, computadores e muitas outras coisas. Porém, a popularização destes, somado ao crescimento das grandes redes de “fast food” e a introdução da cultura americana, trouxeram consigo um aumento enorme no índice de obesidade no Brasil.
Tal problema, além de estar diretamente ligado e ser responsável por: problemas cardíacos, diabetes, problemas nas articulações, dentre outros; pode afetar a auto estima e a socialização, o que potencializa doenças e transtornos psicológicos como ansiedade, depressão e, na pior das hipóteses, ser fator estimulante para o suicídio, sendo assim, é fundamental o combate à gordofobia. Além disso, gera impacto nos cofres públicos, já que o estado tem de arcar financeiramente no tratamento dessas pessoas.
No entanto, um grande impasse para a erradicação da obesidade, são mercados que lucram com esse estilo de vida nocivo à saúde, como por exemplo: Indústria do petróleo e de automóveis, mídia televisiva e as anteriormente citadas redes de “fast food”. Estes possuem poder e exercem a função de estimular o consumo através de publicidade, o que faz propagar hábitos prejudiciais à saúde.
Levando tudo isso em consideração, o governo deve: fazer campanhas que desestimulem o uso de automóveis e estimule uma alimentação mais saudável; construir academias públicas ao ar livre, o que tornará acessível a prática de atividades física aquelas pessoas que não tem condição financeira. Além disso, o MEC deve realizar campanhas contra a gordofobia nas escolas, à fim de combater o bullying e atitudes preconceituosas. Tomadas essas atitudes, a tendencia será de queda nos índices de obesidade e a minimização dos efeitos causados por ela, o que ajudará na construção de uma sociedade mais saudável e menos intolerante.