Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 23/10/2020
No ano de 1808, vieram ao Brasil a família e a corte real portuguesa e com eles o início do desenvolvimento cultural no país, foram criadas as primeiras universidades brasileiras e a biblioteca nacional. Embora, atualmente o ensino presencial esteja sendo substituído gradualmente pelo ensino a distância e futuramente pelo ensino domiciliar. No entanto o ensino domiciliar seria irreal para as condições do país tanto do alto índice de analfabetismo funcional, quanto da classe social do indivíduo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é crucial pontuar que o ensino domiciliar no Brasil tem como proposta principal que os pais de estudantes sejam capazes de substituir a escola. No entanto, seria inviável que pais substituam a educação escolar com a mesma eficácia, segundo dados do IBGE, 70% da população brasileira não é plenamente alfabetizada sendo em sua maioria com maior evasão de classe social baixa. Desse modo, fica evidente que uma pessoa sem a devida formação para educar uma criança traga o mesmo proveito que o profissional da educação concede.
Ademais, é imperativo ressaltar a pandemia de Covid-19 que fechou escolas obrigando o ensino remoto, ressaltando a falta de preparo do Brasil para a educação domiciliar. Partindo desse pressuposto, pode-se afirmar que pais apresentaram dificuldades em auxiliarem seus filhos e os alunos de áreas afastadas sem acesso a internet foram prejudicados. Segundo o IBGE, aproximadamente 50 milhões de brasileiros não tem acesso a internet em casa, tudo isso retarda o possível desenvolvimento de uma futura educação domiciliar no país.
Portanto, indubitavelmente o ensino domiciliar no Brasil ainda é um projeto fora da realidade social do país, sendo necessário para seu progresso que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cidadania, será revertido na compra de computadores a estudantes de famílias de baixa renda, que serão entregues através da Secretaria Municipal de Educação. Além do mais, se faz mister a parceria entre o Ministério da Economia e empresas prestadoras de serviços para a redução da fatura de internet a famílias declaradas baixa renda. Dessa maneira, espera-se o desenvolvimento gradual e igualitário do ensino domiciliar de qualidade à sociedade brasileira.