Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 25/09/2020

Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, o ensino domiciliar apresenta diversas problemáticas que afastam a sociedade da descrita pelo More. Desse modo, é necessário obter maneiras de desincentivar esse modelo educacional, que não só inibe a relação com os professores como desestimula a propícia interação social.

A priori, é importante salientar que os professores tem um papel essencial na construção dos indivíduos. A partir disso, cabe-se citar o filme “Escritores da liberdade”, o qual trata de uma professora que mudou a vida de seus alunos, que apresentavam problemas familiares severos. Dessa maneira, o ensino domiciliar inibiria esse papel social importantíssimo dos docentes. Portanto, deve ser desestimulado o quão antes possível.

A posteriori, é notório que o ensino domiciliar atenua a socialização dos indivíduos. Segundo “Patch Adams”, filme que retrata a vida de um dos maiores médicos da atualidade, a melhor prevenção de doenças vem por meio da felicidade que uma amizade proporciona. Nessa perspectiva, a falta de interação social escolar aumentaria casos de doenças psicológicas, como quadros de ansiedade, já predominantes no Brasil. Diante disso, cabe-se alterar essa conjuntura vigente.

Dado o exposto, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Dito isto, cabe ao Ministério da Educação desestimular o ensino domiciliar no Brasil, por meio de campanhas contra a legalidade desse modelo educacional, mostrando todos os malefícios presentes nele, em outdoors e nos meios midiáticos, a fim de que seja preservado o ensino presencial, importante para a saúde e construção dos indivíduos. Dessa maneira, o Brasil estaria mais próximo da sociedade utópica de More.