Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 02/09/2020

O filme norte-americano “O Extraordinário” enfatiza a história de um garoto fisicamente impossibilitado frequentar a escola e sua mãe, personagem de Julia Roberts, é responsável pela sua educação que admite resultado superior ao dos alunos de escola pública. A partir dessa análise, a implementação do Ensino Domiciliar no Brasil pode ser uma possibilidade. Todavia, impasses relativos a desestruturação laboral dos professores e eficiência do projeto devem ser discutidos.

Em primeira análise, ressalta-se a grave preocupação dos responsáveis pela educação pública: os professores. Essa parcela da população pode ser prejudicada ao se reduzir uma grande quantidade de alunos matriculados. Como consequência, a repugnância a esse projeto por tais profissionais é inevitável. Desse modo, cria-se preconceito com a eficiência do novo modelo educacional.

Em segunda análise, a eficiência do Ensino Domiciliar pode não apresentar o resultado esperado, pois uma agremiação evidente de pais brasileiros são incapazes de oferecer o ensino básico aos seus filhos. Nesse sentido, o efeito positivo apresentado na produção “O Extraordinário” é impossibilitado.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração educacional brasileira, promova a inserção do Ensino Domiciliar no Brasil, a partir da regulamentação parental, na qual apenas pais com formação adequada incluirão seus filhos. Dessa maneira, a retrogração no número de matrículas em escolas será gradativa, não afetando significativamente os professores. Assim, famílias brasileiras apresentarão o mesmo efeito da produção cinematográfica norte-americana.