Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Com o avanço do tempo, e das tecnologias, novos modelos de ensino, recorrentemente, tendem a surgir para se adequar às novidades. Entre eles destaca-se o ensino domiciliar, que apesar de não ser contemporâneo, voltou a ser amplamente discutido no Brasil. Sob esse viés, infere-se que a instrução em casa impede a socialização dos alunos e, consequentemente, a preparação do ser para a convivência em sociedade. Além disso, esse modelo submete o estudante a uma educação sem um profissional qualificado e desvaloriza o papel do professor.

Evidentemente, é notório que a função do ambiente escolar não se restringe somente ao aprendizado de conteúdos, mas também abrange o convívio entre os estudantes, o contato com as diferenças étnicas e o exercício da alteridade. Essas características são perdidas no ensino domiciliar e, por conseguinte, atrapalham na formação do ser social. Na produção cinematográfica “Meninas Malvadas”, após a personagem principal retornar ao ambiente escolar, depois de ter sido educada em casa durante o ensino fundamental, ela enfrenta diversos problemas para se adaptar ao convívio com outros jovens. Isso ocorre, pois, por não ter tido os contatos escolares iniciais, ela não sabe como interagir no ambiente social. Sob esse prisma, denota-se que a instrução domiciliar é prejudicial para a formação dos indivíduos, já que priva-os dos primeiros contatos sociais fora do ambiente familiar e atrapalham seu futuro convívio em sociedade.

Ademais, infere-se que para que o exercício do magistério ocorra é necessário que o profissional tenha uma série de especificações, que foram adquiridas por eles durante o curso capacitador. Portanto, ao atribuir funções, as quais requerem uma profissionalização, para os familiares do jovem extingue-se o acesso à educação qualidade e desvaloriza-se o papel dos educadores. Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, ambas as responsabilidades, dos responsáveis e da escola, devem ser bem definidas e segregadas. Apesar de que os dois agentes devem estar em constante comunicação e cooperação. Nesse sentido, para que o papel do catedrático seja condecorado e os estudantes tenham um ensino de qualidade não poderá ocorrer o estudo em casa.

Em suma, com o fito de mitigar a problemática supracitada, o Poder Legislativo deverá elaborar um projeto de lei. Esse documento será feito por meio de um plebiscito e proibirá o ensino domiciliar em território nacional. Essa proscrição contará com o Código Penal, que deverá punir, com maior rigor, os pais que não matricularem seus filhos nas escolas formais. Dessa maneira, os estudantes brasileiros poderão ter o acesso adequado à educação.