Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 10/07/2020

Ensino domiciliar diminui as relações interpessoais

Na perspectiva de Émile Durkheim, a existência de uma sociedade e coesão social só se torna possível quando os indivíduos se adaptam ao processo de socialização, e o principal meio de socializar é na escola. Contudo, o ensino domiciliar faz com que as relações interpessoais diminuam, tendo como consequência a formação de um cidadão sem empatia pela falta de conhecimento sobre as diferenças sociais, além de poder gerar problemas psicológicos.

É inegável que o papel da escola para o processo de socialização e formação de um cidadão é importante, pois é nesse ambiente que o indivíduo se depara com diferentes bagagens culturais, expectativas díspares, diferentes capacidades, gêneros e representação do mundo fora da sala de aula. Segundo Bordenave (1982), na escola trabalha-se a comunicação que é o instrumento essencial e “é uma necessidade básica da pessoa humana, do homem social”.

A ausência da socialização pode gerar isolamento social e, consequentemente, problemas psicológicos. Pois ao educar crianças e adolescentes em casa esse processo será diminuído ou não ocorrerá, o que pode prejudicar na conquista de um emprego, inclusão social e o senso crítico. Portanto, segundo Stuart Hall, precisamos da diferença porque somente podemos construir significado através do dialogo com o outro.

Assim, medidas são necessárias para resolver esta problemática. O Ministério da Educação deve fazer um acompanhamento das pessoas que estudaram em casa, com ajuda de psicólogos, para buscar eliminar problemas com inclusão social e intolerância com as diferenças. Espera-se, com essa medida, que os problemas que essa metodologia de ensino causa sejam amenizados, a fim de que, com isso, haja um bom convívio social.