ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 13/05/2024
No filme “Wall-e”, é descrito um futuro utópico em que as pessoas nascem no mundo digital, todas têm uma exposição comum a ele, isso faz com que os adultos sejam extremamente sedentários e quase não tenham consciência crítica. Fora da ficção, é possível extrapolar a verdadeira natureza da realidade brasileira, milhares de crianças lá usam aparelhos eletrônicos sem supervisão. Por isso, é importante compreender as questões fundamentais envolvidas: a ineficácia do Estado e a discussão perpétua do tema.
A princípio, é valido salientar que a falta de atuação do Poder Público está diretamente ligada ao retrocesso. Segundo o contratualista suíço Rosseau, o governo deve promover os interesses da sociedade e a igualdade de tratamento. A ausência de disciplinas que ensinem o uso otimizado da tecnologia nas escolas públicas promove o vício na internet, com efeitos prejudiciais que podem levar à marginalização do país. Portanto, é crucial que esse público seja ensinado corretamente, de acordo com a política governamental.
Ademais, é crucial reconhecer a falta de reflexão do corpo social a respeito da problemática, por ser um dos fundamentos do tema. A teoria de Wittgenstein destaca a dificuldade de discutir um assunto de forma crítica e construtiva, o que é evidente na sociedade. Muitos pais ou responsáveis não buscam discutir e se informar sobre o uso correto das redes virtuais para seus filhos, deixando-os se aventurarem livremente na internet, onde se tornam vítimas dos algoritmos feitos para prender a atenção, especialmente crianças inocentes. Assim, é fundamental mudar a imobilização da população responsável, que contribui para um cenário intolerante.
Portanto, deduz-se que não há dificuldade em abordar o uso não intencional da internet por crianças no Brasil. Com isso, o Ministério da Educação, responsável por promover o acesso à educação de qualidade para todos os brasileiros, deve realizar palestras nos ambientes escolares que expliquem os efeitos dessa prática, a fim de educar o público sobre o problema. Esta medida tentará resolver esta questão e, assim, será criada uma realidade diferente da do filme “Wall-e” da Disney.