ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 19/10/2020
Machado de Assis, na fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais. Além da ficção, notam-se aspectos semelhantes no que tange ao uso indiscriminado os meios digitais por crianças. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que concerne essa questão. Uma vez que, decorre seja pela desatenção da família, seja pela omissão da escola. Esse cenário é preocupante, pois, a superficialidade social não tem cuidado da infância.
A princípio, é nítido o papel de descaso protagonizado pela família, que não acompanha e nem orienta as crianças no ambiente virtual. Nesse sentido, observa-se a ratificação da “Banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, tendo em vista que o uso exagerado das tecnologias digitais de informação por crianças tornou-se algo comum, ao ponto ser naturalizado. Desse modo, inegável a necessidade das crianças estarem inseridas no mundo tecnológico, é um recurso social e cultural; porém, a falta de monitoramento desse uso tem causado sedentarismo, obesidade, miopia e perca da qualidade do sono. Logo, a família deve controlar o uso de “smartphone e tablets”, para isso deve inserir o dialogo, porque os usos exagerado dos meios tecnológicos demonstram o quanto as crianças estão carentes da atenção familiar.
Além disso, a escola está alheia ao combate do uso excessivo das tecnologias digitais da informação por crianças. Nessa perspectiva, o sociólogo Augusto Comte, afirmou que a escola deve desenvolver o altruísmo, pois o ser humano é naturalmente egoísta. Dessa forma, o meio acadêmico utiliza a internet para complementar a experiência na sala de aula, como em pesquisas; no entanto, no ambiente acadêmico também ocorre o “bulliyng” e assédio virtual, e, a visita a sites adultos, o que faz com que haja o uso continuo da internet. Então, a escola tem a incumbência de direcionar os discentes ao letramento virtual, para que possam aproveitar de maneira segura e adequada a rede.
É imperioso, portanto, que a família e a escola tenham ações para garantir a infância saudável das crianças no Brasil. Para isso, cabe a família estabelece regras de uso: quanto ao tempo e aos conteúdos, por meio da vistoria dos recursos e do dialogo, para que as crianças não se sintam carentes ao ponto de refugia-se na internet. Ademais, compete a escola, haja vista a responsabilidade socializadora, organizar atividades voltadas ao letramento do uso na rede pelas crianças, mediante de palestras apresentadas por psicólogos e profissionais de tecnologia da informação com a presença dos pais, com o objetivo de orientar as crianças e família dos malefícios excessivos da rede virtual e da importância em diminuir esse. Dessa maneira, a superficialidade e o egoísmo são marcas da literatura.