ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 17/10/2020

De acordo com dados divulgados pelo site “blog.spm”, o número de crianças que navegam todos os dias nas redes sociais é de 82%. Esse número demonstra que o problema do uso indiscriminado das tecnologias por crianças, está presente de forma complexa na realidade brasileira. Diante dessa perspectiva, tem a consolidação de um problema grave, em virtude da base educacional lacunar e da formação familiar, o que o torna difícil de ser combatido.

Em primeiro plano, a educação deficitária é um empecilho presente na questão. Segundo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Desse modo, se há um problema social, há um problema educacional. No que tange as tecnologias de informação e o uso pelas crianças, percebe-se uma influência dessa causa, já que a escola não traz uma educação voltada para área digital, e por esse motivo torna-se muito complicado em reverter o problema.

Ademais, a formação familiar tem contribuído para a questão. Conforme Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, como a geração passada não teve acesso as tecnologias que existe na atualidade, as famílias não sabem a melhor maneira de ensinar o que pode e o que não pode fazer, pois é algo muito recente. Nesse sentido, os comportamentos dos pais no âmbito digital são passados para os filhos, que sem instrução os imitam. Tornando-se um impasse complexo de ser combatido.

Portanto, são necessárias medidas para o combate do problema. Logo, as escolas, em parceria com a prefeitura, incentivem rodas de leitura e discussão no ambiente escolar, a partir de obras literárias que abordem a educação digital. Tais eventos podem correr no período extraclasse, contando com a presença de professores, psicólogos, alunos e seus familiares. Além disso, devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam as questões relativas do uso indiscriminado das crianças na esfera digital e se tornem cidadãos atuantes na busca de soluções.