ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 17/10/2020
No documentário “O dilema das redes”, da Netflix, é exemplificado a vida de uma família conectada às redes sociais, evidenciando os dramas que a filha mais nova passa a ter por causa delas, como cyberbullying. Essa realidade é compartilhada por milhares de crianças, porém o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais por meio dessas ainda está longe de ser efetivo. Isso porque, tanto a irresponsabilidade parental quanto a indiferença por parte do Estado comprometem a resolução desse acontecimento.
De início, deve-se pontuar que a imprudência dos pais auxilia na permanência do problema. Segundo o filósofo alemão Habermas, a linguagem tem importante papel como forma de ação. Contudo, isso não ocorre no momento em que os progenitores dão um celular para seus filhos, assim, não havendo orientações sobre os riscos das tecnologias. Dessa maneira, sem saberem, ao certo, dos perigos da superexposição, as crianças estão fadadas a vivenciarem traumas, como cyberbullying ou, até mesmo, sequestros.
Ademais, a falta de ações governamentais para alterar esse cenário também contribui para sua persistência. Para John Locke, filósofo inglês, o Estado tem o dever de proteger os direitos fundamentais do homem. Entretanto, em relação ao uso desordenado dos mecanismos tecnológicos pelos jovens, não há nenhuma providência desse para solucionar tal fato. Logo, sem medidas preventivas, as crianças continuarão sendo prejudicadas, uma vez que isso pode acometer suas qualidades de vida.
Portanto, são necessárias ações para modificar a situação infantil. Para tanto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos promover palestras para as famílias, a partir de verbas governamentais. Esse ato teria como objetivo a conscientização dessa parcela da população, de modo que ela instrua as crianças na utilização das tecnologias. Só, então, será possível haver, de fato, o combate a essa realidade, a qual afeta vários pequenos brasileiros, como visto em “O dilema das redes”.