ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças
Enviada em 28/09/2020
De acordo com a teoria da “Tábula rasa” do filósofo Locke, o homem é um papel em branco que vai sendo preenchido por influências ao longo da vida. Analogamente, na contemporaneidade, muitas crianças estão sendo preenchidas por influências negativas advindas do uso desenfreado das ferramentas tecnológicas, que podem impactar tanto o seu comportamento quanto a sua saúde. Dessa forma, são prementes estratégias para garantir o combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças, em nome da integridade física e mental dos jovens.
Nesse contexto, a série “Black Mirror”, retrata jovens que usam exageradamente as tecnologias digitais, o que resulta em uma população alienada e introvertida. Fora da ficção, observa-se o crescente número de crianças obcecadas por aparelhos tecnológicos. Nesse viés, muito pais, diversas vezes atarefados ou cansados, oferecem dispositivos eletrônicos aos filhos, a fim de garantir a sua disciplina e bom comportamento. Entretanto, destaca-se a ausência de supervisão dos responsáveis e falta de regras diante do uso imoderado dos celulares e tablets pelos seus filhos. Diante disso, muitas crianças têm a saúde afetada, em razão de problemas de visão e obesidade, além de problemas psicológicos, como baixa autoestima e isolamento social. Assim, é inegável o relevante papel da família no combate ao uso excessivo da tecnologia pelos pequenos, por meio do monitoramento do conteúdo por eles acessados e restrição do tempo de uso de aparatos tecnológicos.
Nessa perspectiva, parafraseando o filósofo brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. A partir desse pressuposto, percebe-se que a educação possui papel fundamental no processo de formação das crianças para a construção de um corpos social mais consciente de seus atos. Nesse sentido, a escola estabelece um papel importante no que tange à orientação das crianças, desde cedo, sobre o uso adequado da tecnologia, com instruções e estabelecimento de regras de acesso a conteúdos digitais. Por conseguinte, é evidente a proeminência das instituições de ensino no combate ao excessivo uso das tecnologias digitais, a fim de garantirem a integridade física e mental dos seus alunos.
Infere-se, portanto, que o uso indiscriminado de tecnologias digitais por crianças deve ser combatido, em nome da sua integridade física e mental. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova seminários voltados para pais e educadores, mediante palestras ministradas por psicólogos, em escolas públicas e privadas, sobre os malefícios do uso excessivo da tecnologia e a importância do monitoramento, nos âmbitos escolar e familar, a fim de formar seres mais críticos e pensantes, preenchidos, majoritariamente, por influências positivas durante a sua formação.