ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 03/06/2020
A Constituição brasileira, promulgada em 1988, menciona que a sociedade deve ser justa e solidária. Percebe-se, entretanto, que não existe a plena concretização dessas premissas no país, o que se intensifica pela falta de organização social no enfrentamento de problemas econômicos. Nesse contexto, a questão se agrava não só pelo desconhecimento da população sobre a criação de novas empresas, mas também pela inércia estatal.
Em primeira análise, cabe destacar que as empresas solidárias (em que trabalhadores participam de lucros e de prejuízos) é essencial para a economia, e possui como principais agentes as cooperativas (importantes promotoras da igualdade entre os trabalhadores). Segundo o jornal Folha de São Paulo, mais de 10% dos bens e serviços no Brasil provêm de cooperativas, o que as torna uma eficiente alternativa, já que o desemprego é um grande entrave ao crescimento econômico. Nesse sentido, é inaceitável que, em um país igualitário, a educação para o cooperativismo não seja ampliada, com o fito de melhorar a economia.
Ademais, enfrenta-se, por vezes, a letargia do Estado no cumprimento de garantias básicas. Nesse cenário, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar da população, e isso, hodiernamente, deve se refletir no incentivo governamental para a organização da sociedade em prol de melhorias econômicas - como investimentos consideráveis na geração de empregos. Sob esse prisma, se abster de programas sociais vai de encontro à proposta do filósofo, além de evidenciar a incapacidade dos governantes no tratamento da problemática.
Infere-se, portanto, que é necessária organização social para enfrentar impasses econômicos no Brasil. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal criar formas de incentivar a abertura de cooperativas e pequenas empresas, a fim de gerar empregos, com auxílio de governadores e prefeitos comprometidos com a causa. Espera-se, com isso, que a melhor organização da sociedade seja capaz de enfrentar questões econômicas e de garantir direitos básicos previstos na Carta Magna.