ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 25/05/2020

Com a quebra da Bolsa de Valores de 1929, a maior crise econômica se instaurou durante a década de 30. Em meio essa situação, o governo de Getúlio Vargas queimou os estoques de café, a fim de garantir sua valorização e tentar  atenuar essa enorme instabilidade geopolítica. Sendo assim, seja no século XX, ou no XXI, o Brasil sempre tentou encontrar formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos. Todavia, o seu pleno funcionamento não acontece devido ao perfil individualista da sociedade e da inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que o caráter individualista do corpo social impede a consolidação  de formas para enfrentar problemas econômicos. Nesse sentido, a sociedade brasileira sempre teve um longo histórico em que os interesses pessoais são preservados em detrimento do coletivo, de modo que maneiras e tentativas que atenuem os problemas econômicos não conseguem ser implantados, o que afeta  o exercício da cidadania e aumenta as desigualdades sociais. Tal cenário corrobora para que a atual sociedade se comporte como um “eclipse de consciência” que, segundo ao literato português José Saramago, no romance " Ensaio sobre a cegueira",  é um termo usado para caracterizar a ideia de falta de sensibilidade do indivíduos frente aos imbróglios enfrentados pelo próximo.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia e ineficiência do Estado impossibilita a procura de medidas para enfrentar crises econômicas. Nesse contexto, Platão, filósofo da antiguidade, dissertara que a política deveria ser uma atividade elevada e nobre, marcada pela busca do bem estar da seara social. No entanto,  com a inexistência de um pacote  de medidas governamentais  para modificar as formas de organizar a sociedade frente às crises econômicas - como investimentos na educação, ou regulamentação dos salários dos profissionais que consiga suprir as necessidades durante desequilíbrios financeiros- desconstrói a ideia tão trabalhado pelo pensador. Desse modo, as inócuas capacidades estatais continuarão a intensificar os efeitos das crises econômicas.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas sejam tomadas para obliterar os problemas que impedem a organização da sociedade frente crises econômicas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação diminuir o perfil individualista da sociedade, por meio da intensificação de aulas de História e sociologia, que, mediante palestras e filmes, irá mostrar o papel da sociedade no enfrentamento de problemas, como foi feito na Revolução Francesa, a fim de acabar com o problema. Ademais, o Estado deve, junto ao Poder Judiciário e Legislativo, criar um pacote de leis denominado " Encarando Crises", o qual será uma quantitativa de medidas que darão auxílio a todos durante desequilíbrios econômicos, como o positivo reajusto do salário mínimo, a fim de que crises financeiras não seja um problema.