ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Crise econômica. Desemprego. Desigualdade social. Essa é a realidade na qual o Brasil encontra-se inserido. Uma vez que o acirramento das disputas capitalistas no mundo globalizado aumentam cada vez mais, o país não consegue garantir seu desenvolvimento, mesmo estando em um período de janela demográfica, em que a população economicamente ativa supera a população dependente. Apesar disso, as taxas de desemprego apresentam índice crescente, concomitantemente, o emprego informal e os subempregos também ampliam, dessa forma, torna-se necessário que a sociedade desenvolva medidas em conjunto para reverter o atual quadro econômico do país.
Em princípio, bem como blocos econômicos são formados no cenário mundial, é possível realizar o desenvolvimento de grupos econômicos dentro do próprio território nacional. Isso pode ser realizado através do investimento de capital privado em microempreendedores individuais, que podem inicialmente ser informais, em troca de porcentagem do lucro das vendas e parcerias. Dessa forma, haverá abertura de novas vagas de empregos, o que garantirá crescimento no poder de compra da população. Como consequência, se a população possuir capital para adquirir produtos, o mercado irá se movimentar novamente, o que garantirá abertura de novas vagas de empregos e mais consumo, acarretando, por fim, em um ciclo positivo para a economia e sociedade brasileira.
Em contrapartida, há uma grande falha do governo brasileiro no sucateamento das áreas de pesquisa e desenvolvimento das universidades, que são os grandes tecnopolos do país. Como resposta ao descaso estatal, jovens da sociedade se reúnem na criação de “Startups”, que vem a ser uma empresa inovadora e flexível, com baixo custo e que age, inicialmente, na internet, atingindo grande público. Essas pessoas buscam por investimento, muitas vezes, para garantir o desenvolvimento de novas tecnologias, uma vez que isso atrairia aplicação de capital de grandes empresas estrangeiras no país. Assim, mais uma vez, reincidiria um ciclo de negócios que fortaleceria o poder financeiro da população.
Logo, não há como negar que a melhor forma de lidar com a instabilidade econômica é garantir a movimentação do mercado. Então, cabe ao Estado, primeiramente, promover o investimento nas bolsas de pesquisa, pois, se as universidades promoverem desenvolvimento de ciência e tecnologia, além da criação de maior número de vagas, ampliando a população economicamente ativa, novos acordos econômicos podem ser realizados, gerando maior poderio financeiro ao país. Ademais, se houver incentivo governamental, em conjunto ao interesse privado, a fim de estimular o aprimoramento do pequeno comércio e sua formalização, o Brasil poderá, por fim, dar o primeiro passo rumo à superação da crise econômica, diminuindo os índices de desemprego e a desigualdade social.