ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 31/03/2025
O desperdício não é só um número frio, é pão que poderia estar na mesa do trabalhador, é fruta que poderia matar a fome de uma família, é arroz que virou lixo enquanto alguém, não muito longe, chora de fome.
O problema começa nos detalhes que a gente nem percebe, a banana que jogamos fora porque ficou muito madura, o tomate que descartamos por ter uma mancha, o pão que endureceu no pote e foi para o lixo sem pensar duas vezes, nas feiras, agricultores perdem metade da colheita porque não têm como armazenar direito. Nos supermercados, prateleiras cheias viram lixo no fim do dia, enquanto do outro lado da cidade, alguém revira sacolas em busca de um resto. É um ciclo triste, mas que pode ser quebrado. Amudança começa no olhar, em vez de ver um tomate amassado como lixo, ver uma sopa. Em vez de achar que “já passou do ponto”, aprender a transformar. Quantas receitas nossas avós sabiam fazer com o que a gente hoje joga fora? Cascas, talos, folhas, tudo pode virar comida boa, saborosa, nutritiva. E quando sobrar, doar. Doar sempre, com pressa, porque enquanto a gente hesita, alguém está com fome.
Mas não basta só o que a gente faz em casa. Precisamos de feiras que doem em vez de jogar fora, de mercados que repassem o que não venderam, de caminhões que levem comida a quem precisa, não a aterros sanitários. Precisamos de leis que protejam quem doa, de políticas que enxerguem a comida como direito, não como sobra. Porque nenhum país é rico de verdade enquanto permitir que um prato cheio e um prato vazio existam na mesma rua.
No fim, a pergunta é simples, que Brasil a gente quer?
Fome não se combate com discurso. Combate-se com ação, com consciência e, acima de tudo, com humanidade.