ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 04/05/2022

João Grilo e Chicó, no livro Auto da Compadecida, cometem peripécias, com o intuito de evitar a fome no sertão. Do mesmo modo, tal obra retrata um problema comum no Brasil, que poderia ser extinguido se alimentos fossem corretamente utilizados aos invés de desperdiçados, por conta da ausência de logística na transição entre locais de armazenamento e do serviço de translado precário.

Primeiramente, o principal meio de transporte alimentício brasileiro, o rodoviário, é muito lento - de acordo com estudo da USP-, tanto que os alimentos demoram a chegar ao consumidor final, que terá apenas pequena parcela do prazo total, da validade, para poder ingerir o alimento, então é facil que esse apodreça e seja descartado. Sendo assim, para evitar a demora nas entregas, deve-se considerar a utilização dos trens, que são ágeis por não terem tantos problemas com trânsito, assaltos, acidentes, vias irregulares e cansaço físico dos condutores.

Em continuidade, alimentos são perdidos nos momentos de transferência entre CEASAS (Centrais de Abastecimento) e veículos das empresas, que efetivam a chegada das mercadorias aos comércios locais, documentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Sendo assim, o manuseio incorreto acarreta em comida abandonada no solo, sem condições de armazenamento próprio, transformando-as como inadequadas ao consumo, porém tal situação poderia ser facilmente evitada com um bom gerenciamento. Analogamente, a canção We are the world, reuniu cantores famosos da década de 80, a fim de evidenciar a fome na África, tal acontecimento sensibilizou gerações para enfrentar o problema e os brasileiros também deveriam se motivarem a resolver o mesmo infortúnio no país.

Para solucionar tal problemática, do desperdício no Brasil, as CEASAS devem contratar e capacitar agentes que trabalhem, em seus próprios ambientes, recolhendo comidas esquecidas no pavimento, vulneraveis às intempéries climáticas, animais e bactérias, a fim de armazená-las devidamente e deixar como donativos, disponíveis para serem buscados e distribuídos, por igrejas e ONG’s, que cuidam de famílias no estado de carência. Dessa maneira, muitos “Joãos Grilo e Chicós” não precisarão mais sofrer sem provisão alimentar, em ambientes inóspitos.