ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Observa-se o desperdício de alimentos no Brasil, funcionando conforme a Lei da Inércia, a qual diz que todo corpo tende a permancer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele. Nesse sentido, pode-se afirmar que o consumo de alimentos de forma irresponsável, em consonância à desdém governamental no que tange a questão, são como as forças que mantêm a inércia do problema do desperdício alimentício no país, sendo necessário alternativas para superá-lo.

A princípio, é notório que o desperdício de alimentos está enraizado na cultura brasileira. Isso se dá, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, uma vez que as estruturas sociais são formadas durante a socialização, em que comportamentos são naturalizados e transmitidos pelas gerações. Dessa forma, com as Revoluções Industriais e a ascensão da burguesia, o fenômeno da obsolecência programaga chegou às prateleiras dos supermercados. Assim, a falta de instrução populacional provoca o consumo inconsciente e alienado, em que 10% dos alimentos são perdidos entre os mercados e consumidores, consoante o jornal O Globo.

Outrossim, vale também considerar a negligência governamental, a qual acentua o desperdício e a má distribuição de alimentos no país. Tal fato vai de encontro à Constituição Federal, cujas leis garantem o direito de uma vida plena e saudável para todos os cidadãos. Todavia, a realidade brasileira é bem diferente, já que quase 2% da população brasileira está em situação de insegurança alimentar, segundo a Organização Banco de Alimentos. Nessa perspectiva, é evidente a preferência governamental pelo lucro na venda de produtos e mercados em detrimento de condições humanas fundamentais.

Destarte, é mister que para diminuir o desperdício de alimentos no Brasil, o Ministério da Agricultura, Agropecuário e Abastecimentos, em conjunto às Prefeituras, empenhe-se em instruir a população sobre um consumo consciente e moderado de produtos alimentícios, por meio de palestras em associações de bairro, ministradas por nutricionistas e agrônomos, as quais instruirão sobre como comprar e preparar os alimentos, evitando o descarte desnecessário, por exemplo. Sendo, portanto, a diligência governamental e o empenho social, as principais alternativas que serão como as forças suficientes para mudar o rumo da problemática: da existência para a extinção.