ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 21/10/2021

A atual relação do homem com sua nutrição advém de séculos de aperfeiçoamentos de plantio e manejo. Porém, a sociedade contemporânea brasileira perdeu parte do contato com importantes técnicas devido à globalização e à crescente demanda por mantimentos que sustentem uma população de duzentos milhões de indivíduos. Deste modo, o desperdício de alimentos no Brasil atual está diretamente relacionado com a pouca compreensão dos cidadãos com relação ao processo produtivo do que está em suas mesas, ou seja,  abismo entre consumidor e produtor leva ao desaproveitamento.

Quanto à questão alimentícia no Brasill atual, um fato importante deve ser considerado. Gilberto Dimenstein em " O Cidadão de Papel" discute o distanciamento entre a idealização e a aplicação dos direitos humanos, conceito este que pode ser aplicado ao observar que ainda há uma quantidade significativa de pessoas que sofrem com a desnutrição em um país que tem como um de seus objetivos principais erradicar a fome. Sendo assim, a negligência de conceitos básicos, como o direito à comida, pode acarretar em prejuízos maiores no desenvolvimento de uma nação.

No que tange o desperdício alimentar no Brasil, outro aspecto significativo deve ser considerado. No artigo “Violência Endêmica”, Dr. Dráuzio Varella discute como a perpetuação de hábitos pode acarretar na continuação de uma infraestrutura precária. Analogamente, a não conscientização da população quanto à temáticas de caráter nutricional incentiva a permanência de costumes que têm impacto significativo na vida de pessoas menos favorecidas. Assim, práticas envolvendo o desperdício de alimentos colaboram para o surgimento de uma infraestrutura precária.

Portanto, o desperdício alimentar no Brasil atual possui relação direta com a falta de conscientização de indivíduos quanto ao processo produtivo de tais mercadorias. Deste modo, para que haja um melhor aproveitamento destes elementos, é essencial a participação do Estado no que se refere à implementação de atividades que envolvam a terra e o plantio nas escolas, bem como a conscientização de adultos por meio de mídias, tais como redes sociais e televisão, a fim de que o consumo consciente seja parte do dia a dia da população.