ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 07/12/2020

A enorme produção, o grande desperdício e a crescente fome no Brasil

Da segunda metade do século XVIII à primeira metade do século XIX, aproximadamente, o período denominado como Revolução Industrial é marcado pela rápida transição do modo de fabricação manufaturado para a produção industrial. Inicialmente mais predominante na indústria têxtil, os novos métodos de produção foram sendo adotados em outros setores industriais, inclusive o setor alimentício e produzindo mais alimento gerou mais desperdício.

Em uma pesquisa feita em 2018 a respeito dos países que mais produziam alimentos, o Brasil ocupava o segundo lugar. A agricultura sempre foi a base da economia do nosso país, cerca de 30% do território nacional é utilizada como terra cultivável e nesse determinado ano a renda de exportação de alimentos foi de 79 bilhões de dólares.

Entretanto, mesmo em um país que produz tanto há mais de 10 milhões de brasileiros vivendo em situação de insegurança alimentar grave segundo dados do IBGE. Ademais, outra pesquisa referente aos anos de 2017 e 2018, apontou que o total de pessoas com alimentação em quantidade suficiente e satisfatória no Brasil era o mais baixo dos últimos 15 anos.

Outrossim, por mais que seja instintivo culpar o consumidor pelo parco aproveitamento de comida, dados apresentados pela ONG Banco de Alimentos indicam que os momentos em que ocorrem mais desperdício são durante o transporte e manuseio e no momento da comercialização do alimento, correspondentes à 50% e 30% da perda respectivamente e 10% durante a colheita. Dessa forma é possível verificar que a população tem responsabilidade de apenas 10% na questão de desperdício.

Dessarte, para resolver o alarmante problema de desperdício no Brasil, tendo em vista a quantidade de pessoas passando fome e sabendo como o desperdício ocorre, é imprescindível que o governo e os meios de comunicação, façam palestras e campanhas para conscientizar a população sobre não comprar em excesso e, principalmente, incentivar os mercados e os consumidores a comprar de produtores locais, assim reduzindo o uso de transportes e evitando maior degradação dos alimentos. Além disso, tais transportes devem ser padronizados e acondicionados pelas empresas e os produtores devem receber treinamento e recursos tecnológicos para aproveitar a colheita da melhor maneira possível.

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