ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 07/12/2020

A constituição federal de 1988, o documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desperdício de alimentos no Brasil. Esse cenário é fruto tanto da ausência de planejamento dos consumidores, quanto do desperdício das empresas, dificultando deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de autoridades governamentais para combater o consumo exacerbado de alimentos. Nesse sentido, com a má distribuição de insumos entre os compradores, uma parcela populacional compra mais que o limite necessário levando a inutilização, dessa feita quem não conseguiu fazer a compra fica em situação precária não tendo nenhuma lei que os ampare. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantia que os cidadãos desfrutados de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o desperdício de alimentos como impulsionador da esbanjamento de alimentação no Brasil. Segundo uma pesquisa do Jornal O Globo 90% de todo material produzido é desperdiçado por não atingir um padrão ideal, apenas 10% chegam nos mercados. Diante de tal exposto é notório que a ausente nas mesas brasileiras é reflexo de uma administração irregular das empresas sobre os produtos distribuídos, afetando de maneira significativa a vida da população. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as adversidades, necesitar-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione o capital que, por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, será revertido em projetos voltados como empresas e aos consumidores, através de projetos de lei que garantam fiscalização severa as distribuidoras, como também a implementação de nutricionistas em supermercados para auxiliar os clientes em seus planejamentos alimentares. Afim de reduzir os desperdício desde a coleta inicial até a mesa do consumidor. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.