ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 07/12/2020

No final do século 18 o economista Thomas Robert Malthus desenvolveu uma teoria em que dizia que a população cresce mais rápido que a produção de alimentos. No entanto, essa teoria não se provou verdadeira, uma vez que, de acordo com Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o mundo produz cerca de 2,5 bilhões de toneladas de grãos, sendo mais que o suficiente para atender a toda demanda global. Entretanto mais de um bilhão de pessoas passam fome ao redor do mundo. Sendo assim o desperdício de alimentos, originado principalmente da rejeição e dos danos causados ao alimentos em sua cadeia produtiva, assim como dos maus hábitos alimentícios da população, contribui para que a comida não chegue a mesa das pessoas que mais necessitam.

Em primeiro lugar, de acordo com a Empresa Brasileira de Agropecuária e Pesquisa (Embrapa), cerca de 80% do desperdício de alimentos ocorre no transporte e na comercialização, que representa a soma das mercadorias rejeitadas e das mercadorias que foram danificadas durante o manuseio. Dessa forma, mercadorias são rejeitadas por fatores estéticos, alimentos perfeitamente comestíveis são simplesmente descartados, assim como as mercadorias que são danificadas durante o manuseio. Além do já exposto, o desperdício de alimentos também gera perda significantes para os membros de sua cadeia produtiva, sendo assim também é de seu interesse encontrar formas para diminui-lo.

Em segundo lugar, os supermercados e os consumidores finais dos produtos alimentícios também são responsáveis por cerca de 10% do seu desperdício, segundo a Embrapa. No caso do consumidor, ele tende a não possuírem hábitos alimentícios saudáveis e controlados, e portanto não têm noção da quantidade de comida que ele consome por mês, levando-o a comprar quantidades superiores a necessária. Além disso, a falta de um uma rotina alimentar saudável pode representar riscos a saúde do indivíduo.

Logo, com base no que foi exposto, e buscando uma solução para esse problema, fica clara a necessidade de que as empresas implementem novas tecnologias, e novas formas de manuseio dos produtos, a fim de diminuir substancialmente as frutas que são descartadas por conta de danos ocorridos durante o manuseio, para isso é importante que as universidades formem parcerias com essas empresas, com o intuito de que ocorra um compartilhamento tecnológico. Ademais, também se faz necessária que o Estado, por meio de propagandas veiculadas na televisão e nas redes sociais, conscientize a população sobre a importância de se desenvolver um hábito alimentar saudável, e que estimule as compras semanais, em detrimento as compras mensais, com a intenção de de diminuir o desperdício por parte do consumidor.