ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 04/12/2020

À entrada do Oráculo de Delfos, monumento da Grécia Antiga, havia a frase do pensador Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”. Notadamente uma referência ao cuidado da valorização do indivíduo. Nesse sentido, é de suma importância analisar a questão do desperdício de alimentos no Brasil e, consequentemente, seus impactos sociais - um produto de uma sociedade não alinhada ao pensamento socrático. Desse modo, percebe-se como ferramentas que fomentam tal cenário, não só o desequilíbrio ao longo da cadeia de abastecimento, momo também o consumo não racionado e responsável.

A princípio, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura relatou que, em 2013, 1 em cada 9 pessoas sofria de fome no mundo. Paralelo a isso, a Embrapa (Empresa Brasileira de Agropecuária) comunicou que, no Brasil, o desperdício de alimentos chega a ser de 40 toneladas por dia. Tais fatos refletem, por sua vez, uma grave assimetria entre o quanto se produz e quantas pessoas são beneficiadas a partir do que é produzido.

Outrossim, o político sul-africano Nelson Mandela dissertou que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nessa perspectiva, o problema do consumismo desregulado e inconsciente, que é responsável por uma considerável parcela do desperdício de alimentos, deve-se também a um corpo social que não tem, por meio da educação, uma possibilidade de mudança na sua forma de pensar/repensar o consumo. Uma  vez que, segundo o filósofo Kant, ela é o segredo do do aperfeiçoamento da humanidade. À vista disso, a dissonância entre produção e consumo precisa ser solucionada.

Logo, é fundamental que o Governo Federal, por meio de suas instâncias responsáveis pela administração e regulamentação da produção de alimentos, racionalize a cadeia de distribuição de forma a diminuir o desperdício ao máximo possível. Posto isso, é importante que tal ação beneficie, em especial, os grupos sociais vulneráveis à fome. Ademais, é imprescindível que as escolas atuem como um agente que conscientiza seus alunos e potenciais consumidores acerca da necessidade e relevância de aderirmos a ideia do consumo consciente e do desaproveitamento mínimo. Dessa forma, resolver-se-ão as questões associadas à diminuição do desperdício de alimentos no Brasil e, por fim, alcançar-se-á o anseio de Sócrates.